A Justiça converteu a prisão em flagrante da secretária de Educação de Piúma, Isabel Fernanda Scherrer Rocha, em preventiva. Ela foi presa no último dia 13 com Carlos Antônio Mendes Castro e Ricarda dos Santos Souza. Os três foram presos suspeitos de vender diplomas e certificados falsos no balneário.
A decisão foi decretada nesta quinta-feira (22) pelo juiz da 2ª Vara de Piúma, Diego Ramires Grigio Silva. A conversão foi determinada apenas para a secretária. O marido, Carlos Antônio Mendes Castro, administrador da empresa que fornecia os diplomas, permanece com a liminar de soltura, caso seja paga a fiança de 45 salários mínimos (R$ 44.910).
Já a secretária da empresa, Ricarda dos Santos Souza, teve liberdade concedida após a Justiça reduzir a fiança de 90 para um salário mínimo. O valor foi recolhido e ela recebeu liberdade nesta quinta-feira.
DEFESA
O advogado dos suspeitos, José Peres de Araújo, entrou na semana passada com uma ação no Supremo Tribunal de Justiça para reduzir o valor da fiança, por considerar incompatível com a situação financeira de seus clientes.
Agora, entrará na próxima segunda (26) com ação pedindo a liberdade provisória da secretária de Educação. “Estamos elaborando um pedido de liberdade provisória à Justiça. Se o juiz manter o entendimento, irei ao Tribunal de Justiça”, disse a defesa dos acusados.
ENTENDA
Segundo a investigação, o marido de Isabel Fernanda Scherres Rocha e a funcionária Ricarda dos Santos Souza trabalham em uma instituição de pesquisas e cursos educacionais de Piúma, de propriedade da secretária de Educação. As prisões por falsidade ideológica e associação criminosa foram realizadas em flagrante. A investigação já ocorria há algum tempo e as prisões ocorreram após denúncias. O caso segue sob investigação.
Isabel Fernanda Scherres Rocha permanece presa no Centro Prisional Feminino de Cachoeiro de Itapemirim. Já Carlos Antônio Castro está no Centro de Detenção Provisória de Cachoeiro.