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Inclusão

Estudantes de Cachoeiro de Itapemirim aprendem Libras

Projeto levará a linguagem a alunos de duas escolas municipais de Cachoeiro de Itapemirim

Publicado em 30 de Setembro de 2019 às 19:28

Beatriz Caliman

Publicado em 

30 set 2019 às 19:28
Uma vez por semana, alunos do 5° ano da escola Jenny Guárdia e Galdino Teorodo da Silva receberão as aulas de libras Crédito: TV Gazeta Sul
As escolas de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, começaram a ensinar libras, a língua brasileira dos sinais. O projeto piloto começou a ser colocado em prática em duas escolas municipais nesta segunda-feira (30), quando se comemora o Dia Internacional do Surdo.
A estudante universitária Gabriela Bastos nasceu surda, por conta de uma sequela de uma rubéola que a mãe adquiriu durante a gravidez. Hoje, ela se comunica por meio de libras, mas as barreiras encontradas no dia a dia eram grandes. “Tive muita dificuldade sim, quando ia no médico, no supermercado. É preciso que haja divulgação da comunicação de libras e sem fica muito difícil”, diz Gabriela por meio da intérprete Camila Ornelas.
Hoje, aproximadamente 45 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência auditiva. Nem todos utilizam a linguagem de sinais. Ouvintes então, que conhecem a língua, são poucos, revela Ornelas. “Às vezes a pessoa não conhece libras não é porque não quer e sim por falta de oportunidade, como famílias carentes, perdem muito nas informações de direitos”, comenta a intérprete.
Uma vez por semana, alunos do 5° ano da escola “Jenny Guárdia” e Galdino Teorodo da Silva receberão as aulas até novembro deste ano. Os professores da Gerência de Educação Especial (GEE) serão os responsáveis por ministrarem as aulas. Aos alunos, será oportunizado aprender sobre o alfabeto datilológico, o reconhecimento por sinais, sinais básicos de saudações, agradecimentos, cores, família, animais, sinais básicos do ambiente escolar e, também, sinais de verbos e sentimentos.
A pretensão, segundo a secretária de Educação de Cachoeiro, Cristina Lens, é ampliar o ensino da Língua Brasileira de Sinais a mais unidades. “Não conseguiremos as 80 unidades, mas em 2020, teremos sim mais escolas, outras turmas aprendendo língua de sinais”, garante a secretária.

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