Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Superação

Pai aprende libras para se comunicar com filho surdo na Serra

As aulas de Linguagem Brasileira de Sinais são gratuitas em uma escola municipal da Serra e aproximou pai e filho

Publicado em 05 de Julho de 2019 às 11:47

Publicado em 

05 jul 2019 às 11:47
A professora Célia, Felipe, 18, e Ricardo, 47 Crédito: Everton Nunes/Secom-PMS
Aos 47 anos de idade, Ricardo Rodrigues da Silva, morador da Serra, decidiu voltar para a sala de aula para aprender a se comunicar com o filho Felipe Ramos, de 18 anos, que é deficiente auditivo. Com nenhum entendimento de Língua Brasileira de Sinais (Libras), a comunicação em casa antes das aulas era baseada em alguns sinais improvisados que facilitavam a convivência.
Felipe perdeu a audição aos 10 meses de vida por causa da meningite e o pai conta que as aulas têm aproximado ele e o filho. “Ele sempre aprendeu Libras na escola, mas eu não sabia nada. Quando meu filho descobriu que eu estava interessado em aprender a língua dele, ficou muito feliz e começou a me ajudar nos estudos”.
Ricardo conta que, antes de começar as aulas, os dois conversavam por leitura labial e sinais improvisados. Emocionado, o pai diz que, com as aulas, conseguiu descobrir, depois de 18 anos, qual é o sinal de identificação dele para o filho.
“Ele faz muita leitura labial e eu me virava com alguns gestos, mas para melhorar a nossa comunicação resolvi fazer as aulas gratuitas de Libras da professora Célia, na Emef Leonel de Moura Brizola. E não me arrependo. Descobri como ele me chama! Estou muito feliz, principalmente porque agora consigo falar para ele: eu te amo”.
VOLUNTARIADO
As aulas são gratuitas em uma escola na escola municipal Leonel de Moura Brizola e, histórias como a de Ricardo e Felipe são possíveis graças à dedicação de professores como a pedagoga e especialista em deficiência mental, intelectual e surdez Célia Valério, que dá aulas para Ricardo, e reserva algumas horas da rotina para se dedicar ao voluntariado e ao ensino da Libras.
Com o projeto “Mãos que transformam vidas”, Célia diz que está quebrando preconceitos, aproximando familiares e amigos e mostrando uma nova fonte de renda e trabalho para a população, que é o trabalho como intérprete de Libras.
“A gente passa por tanta dificuldade para alcançar as coisas, que não podemos guardar conhecimento. Temos que transmitir para quem quiser aprender, principalmente dentro de comunidades carentes”, diz Célia.
A professora afirma que já trabalha com o serviço voluntário há 11 anos, sendo sete com Libras. Na Serra, o projeto foi implantado este ano na escola municipal Leonel, em Bairro das Laranjeiras. As aulas acontecem todo terça-feira, das 18h às 20h. “Estamos construindo um trabalho voltado para os valores humanos, a cultura, a arte e a língua de sinais”, conclui a professora.
Com informações da Prefeitura da Serra
 

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Vasco, futebol de areia
Vasco estreia com goleada na Libertadores de futebol de areia, em Vila Velha
Tombense x Rio Branco-ES, pela Série D do Brasileirão 2026
Rio Branco empata e perde chance de assumir a liderança do Grupo 12 da Série D
Rio Branco VN
Rio Branco VN passa pelo Vila e conquista primeira vitória na Copa ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados