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Em busca de "pessoas de bem"

Presidida por capixaba, "nova" UDN faz primeiro encontro

Partido está em processo de refundação. Conservadora, sigla apoiou o golpe militar e acabou extinta pelo próprio regime em 1965

Publicado em 26 de Agosto de 2019 às 06:32

Redação de A Gazeta

Publicado em 

26 ago 2019 às 06:32
Marcus Alves, ex-presidente do PRP estadual, agora tenta recriar a UDN Crédito: Reprodução/Facebook
Entusiastas e futuros integrantes da UDN (União Democrática Nacional) fizeram neste sábado (24), em Campinas (SP), o primeiro encontro nacional do partido desde o início do movimento de retomada da sigla, extinta em 1965 pelo AI-2 (Ato Institucional número 2), durante a ditadura militar.
O partido ainda espera homologação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para ser refundado. Um pedido para extinção do AI-2 foi negado pelo tribunal do começo do ano. Agora, os correligionários tentam recriar o partido como uma nova legenda.
Falta, porém, reunir as 500 mil assinaturas exigidas para a criação de um partido. Segundo o presidente da "nova" UDN, Marcus Alves, no entanto, o processo está evoluindo. "Estamos bem perto disso. Já temos delegados regionais em dez estados", afirmou.
A intenção de Souza é registrar a UDN até junho do ano que vem, para que o partido possa fazer sua convenção e lançar candidatos nas eleições municipais de 2020.
CLÃ BOLSONARO
Ele negou que a meta do partido seja arregimentar o clã Bolsonaro, incluindo o presidente, após o desgaste do PSL.
"Nosso objetivo imediato é a homologação. Depois, vamos conversar com pessoas de bem que queiram ajudar o partido. Mas quem entrar vai rezar nossa cartilha. Que não venha ninguém que queira mandar na UDN, porque a UDN não vai ter dono", afirmou.
Do antigo partido, fundado em 1945 como oposição ao governo de Getúlio Vargas, a nova UDN guarda a bandeira de combate à corrupção. Os discursos (de moralidade e conservadorismo) também são parecidos com as ideias que levaram Bolsonaro à Presidência. 
Souza até quase parafraseou o lema da campanha do PSL em seu discurso. "Seremos o partido mais sério do Brasil, com Deus no controle".
"Não vamos ser um partido de aluguel. Quem estiver respondendo processo criminal não entra na UDN. E se entrar e se envolver em qualquer denúncia de crime será expulso. Somos a favor do Brasil", afirmou Souza.
Sobre o governo, Souza acredita que Bolsonaro "está no caminho certo". "Estou torcendo para que ele acabe com a corrupção. Falta melhorar um pouco o relacionamento com o Congresso, é o único problema que eu vejo."
Todos os presentes no encontro deste sábado são políticos ou ex-políticos com cargos de vereador ou no Executivo de pequenas cidades.
Marcus Alves nunca foi eleito para nenhum cargo. "Sempre atuei nos bastidores", disse. Ele foi presidente do PRP no Espírito Santo e sua maior posição foi a de subsecretário da Casa Civil do Estado.
Foi exonerado, em 2016, após denúncias de que tomava de volta parte do salário pago a um assessor. "Fui perseguido porque não quis fazer negociata com prefeituras. Sei que vou ser perseguido de novo. Enfrentei os poderosos e continuarei enfrentando", afirmou. Ele não foi denunciado criminalmente.
Entre os outros participantes do encontro, estão Carlos Aymar, ex-prefeito de Araçariguama (SP); sua mulher e atual prefeita, Lili Aymar, foi cassada pela Câmara da cidade em fevereiro acusada de usar R$ 40 mil em recursos públicos para alugar dois prédios para uso particular. Lili conseguiu retomar o cargo após uma liminar na Justiça.
Embora tenha sido realizado em Campinas, nenhum representante do Legislativo ou Executivo da cidade participou do encontro.
"O preço da liberdade é a eterna vigilância", frase atribuída a Carlos Lacerda, o mais conhecido udenista, foi bastante repetida nos discursos. "Ele foi um profeta. Olha o que está acontecendo hoje", disse Hélio Ribeiro (PSB), vereador em Indaiatuba (SP) e presidente da Associação dos Vereadores da Região de Campinas.

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