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Nova Previdência

Nova regra envia para reserva 349 militares e promove outros 1,4 mil no ES

Assembleia Legislativa aprovou mudança em norma que reduz prazo para PMs e bombeiros se aposentarem no Espírito Santo

Publicado em 06 de Março de 2023 às 07:54

Aline Nunes

Publicado em 

06 mar 2023 às 07:54
Após aprovação pela Assembleia Legislativa do projeto de lei que estabelece novo prazo para policiais militares e bombeiros se aposentarem no Espírito Santo, haverá mudanças expressivas nos quadros das duas corporações. Somente em 2023, 349 militares vão para a reserva remunerada, enquanto outros 1.447 serão promovidos. 
A nova regra leva 318 para a reserva pela PM e mais 31 no Corpo de Bombeiros, conforme informações da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp). A saída desses profissionais abre vagas de promoção, que vão ocorrer em cadeia nas patentes subsequentes. Mas o total de promovidos reunirá também militares que já teriam condições de obter a progressão na carreira.
Neste ano, 1.355 policiais e 92 bombeiros terão a patente elevada e a estimativa é que a promoção deles, juntos, tenha uma repercussão financeira da ordem de R$ 30,79 milhões anuais. Em 2024, outros 1.112 subirão na carreira e o impacto esperado é de R$ 23,8 milhões, enquanto que, em 2025, 1.547 serão promovidos e serão destinados mais R$ 34,8 milhões, por ano, para arcar com os novos custos. 
Blitz da PM na saída da Praia da Curva da Jurema
Mais de 1,4 mil policiais militares vão ser promovidos em 2023  Crédito: Fernando Madeira
Para bancar esse aumento de gastos, o Executivo argumenta que os valores estão amparados pelas peças orçamentárias do Estado e pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Para recompor o quadro de militares, já há um concurso em andamento, com mais de 1 mil vagas a serem preenchidas. Mas existe a possibilidade de novas seleções, considerando que o governador Renato Casagrande (PSB), ainda durante a campanha de reeleição, falou de seu projeto de realizar concurso público todo ano na área da segurança

O projeto

O PLC 6/2023 foi aprovado por 28 deputados e tramitava em urgência. Estavam presentes 29 deputados, mas o presidente da Casa, Marcelo Santos (Podemos), se absteve. O único ausente foi Hudson Leal (Republicanos). Antes, o projeto foi aprovado também por unanimidade pelas comissões de Justiça, Segurança e Finanças. 
As principais mudanças, anunciadas pelo governo do Estado em outubro, são a redução do pedágio para a aposentadoria e uma nova regra de transição, que prevê que os militares na ativa precisarão cumprir pedágio de 17% em relação ao prazo que faltar para atingir o tempo mínimo de serviço de 30 anos, reduzindo a expectativa de tempo de serviço restante para quem ingressou antes de 2007.
Reformas anteriores haviam estabelecido que quem ingressou na carreira militar antes de 2007 e aderiu à remuneração por subsídio aumentaria seu tempo de serviço por meio de um pedágio de 50%. Já para aqueles que ingressaram a partir de 2008, o tempo de serviço passou a ser fixado em 35 anos.
Em 2019, com a Reforma da Previdência dos Militares das Forças Armadas e Forças Auxiliares, a regra foi unificada nacionalmente e o tempo mínimo para a aposentadoria passou a ser de 35 anos de serviço. Para quem já estava na ativa, implantou-se uma regra de transição, com pedágio de 17% sobre o tempo restante para a aposentadoria aos 30 anos de serviço.
Somente agora, porém, o Estado conseguiu aprovar o projeto que equipara as condições de aposentadoria dos militares no Espírito Santo ao que já é aplicado nacionalmente. 
Ao anunciar a mudança, em outubro, Casagrande havia afirmado que o texto permitirá adequar a legislação estadual às regras adotadas em outros Estados e pelas Forças Armadas, o que permitirá “oxigenar a carreira militar”. A proposta deve resultar na troca de quase toda a cúpula da Polícia Militar (PMES), conforme já noticiou A Gazeta. Dos 21 coronéis que comandam a corporação, 19 vão para a reserva remunerada.

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