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Publicado em 6 de agosto de 2025 às 19:53
O senador Magno Malta (PL) resolveu fazer um protesto se acorrentando à Mesa Diretora no Senado Federal, nesta quarta-feira (6). Ele se junta a outros parlamentares bolsonaristas para obstruir votações no Congresso Nacional enquanto reivindicações, como o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), não forem atendidas.>
Após se acorrentar, Malta gravou um vídeo em que declara que só sai dessa situação "morto" e pontuou o que quer para deixar o local. Além do impeachment de Moraes, o senador capixaba exige a votação da anistia aos envolvidos na tentativa de golpe, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e o fim do foro privilegiado. Os pedidos são pauta de todo o grupo que participou da mobilização na Casa. >
"Se eles quiserem montar o Senado em outro lugar, fazer as votações deles, a partir de hoje pode cortar meu ponto, pode cortar o meu salário, pode cortar o meu dia. Eu não vou registrar presença, eu não vou em comissão nenhuma. Eu só saio daqui depois que tudo isso (as reivindicações) acontecer.">
Na gravação, Malta também criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), por fazer "acordos", mas sem explicar do que se tratava. Contudo, há relatos, apurados pela colunista Malu Gaspar, de O Globo, de que Alcolumbre liderou uma negociação com ministros do STF para que o senador Marcos do Val (Podemos) seja suspenso. Em contrapartida, Alexandre de Moraes aceitaria revisar as medidas cautelares aplicadas ao capixaba, incluindo a tornozeleira eletrônica. >
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Outra queixa de Malta contra o presidente da Casa refere-se ao fato de ele ainda não ter colocado em votação nenhuma das pautas que, agora, reivindica para deixar as correntes para trás. O senador diz que não vai ter negociação da sua parte e não vai sair da cadeira na Mesa Diretora para, então, aguardar as votações exigidas. Ele espera que as pautas apresentadas sejam apreciadas primeiro. >
Parlamentares bolsonaristas reagiram à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com uma ofensiva por três medidas chamadas por eles nesta terça-feira (5) de "pacote da paz": a aprovação de uma anistia aos golpistas do 8 de Janeiro, o impeachment do ministro Alexandre de Moraes e o fim do foro especial.>
Em entrevista de imprensa coletiva na terça, deputados e senadores aliados de Bolsonaro pressionaram Davi Alcolumbre e afirmaram que a oposição vai paralisar os trabalhos na Câmara dos Deputados e no Senado.>
"É necessário que Alcolumbre tenha estatura nesse momento e que ele permita a abertura de um processo por crime de responsabilidade em desfavor do ministro Alexandre de Moraes", cobrou líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN). "(O foro privilegiado) transformou-se em uma arma de subordinação e coação do Legislativo.">
Vice-presidente da Câmara, o bolsonarista Altineu Côrtes (PL) prometeu ainda colocar em votação o projeto de lei de anistia aos réus pelo 8 de Janeiro de 2023 assim que o presidente Hugo Motta (Republicanos) se ausentar do cargo. Na Casa, parlamentares protestaram com esparadrapos na boca, inclusive o capixaba Gilvan da Federal (PL), que retomou as atividades após ter sido suspenso. >
A bancada bolsonarista pressiona pela aprovação do que chama de "anistia ampla, geral e irrestrita", ou seja, perdão não apenas aos presos do 8 de janeiro, mas também a Bolsonaro.>
A anistia, porém, não foi encampada pelo centrão e perdeu força na Câmara. Agora, após os atos realizados por bolsonaristas nas ruas no domingo e a prisão domiciliar de Bolsonaro, a expectativa de seus aliados é que o tema seja levado para a votação.>
Com informações da Folhapress>
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