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Governo federal quer vender 8 imóveis no Espírito Santo

Secretaria de Patrimônio da União já fez mapeamento de prédios de todo o Brasil e espera arrecadar R$ 1 bilhão ainda este ano

Publicado em 03/08/2019 às 20h51
Galpões do IBC, em Jardim da Penha, Vitória, podem estar entre os cotados pelo governo. Crédito: CONAB
Galpões do IBC, em Jardim da Penha, Vitória, podem estar entre os cotados pelo governo. Crédito: CONAB

O governo federal já mapeou 3.751 imóveis da União com melhores condições de irem a mercado e serem vendidos, com a meta de arrecadar R$ 1 bilhão ainda este ano. Entre eles, há oito propriedades no Espírito Santo, de acordo com dados da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), divulgados pelo jornal "O Globo".

Ainda não foram detalhados quais seriam esses imóveis, mas há vários exemplos de prédios da União com pouca ou nenhuma utilização no Estado, já considerados emblemáticos, por estarem em áreas valorizadas, como a antiga sede do IAPI e os armazéns 4 e 5 da Codesa, no Centro de Vitória; os galpões do Instituto Brasileiro do Café (IBC), em Jardim da Penha e o antigo campo do Santa Cruz, em Santa Lúcia.

O plano do governo para quatro anos é ambicioso: arrecadar R$ 30 bilhões. Na lista, há terrenos, galpões, prédios, salas comerciais e até fazendas. Para isso, no entanto, terá que enfrentar desafios.

Invasões, problemas com a documentação e dificuldades no licenciamento de projetos são alguns dos entraves que, na avaliação de especialistas, precisam ser solucionados para tirar o plano do papel.

A equipe econômica montou uma estratégia para tentar superar essas barreiras, como rodadas de eventos com investidores e oferecimento de pacotes de ativos para fundos imobiliários.

Se alcançada, a cifra seria quase o dobro do valor recebido com alienação de bens ao longo de toda a última década: R$ 664 milhões, segundo os dados do Ministério da Economia.

Os imóveis mapeados até agora são uma pequena fração dos mais de 700 mil imóveis do governo federal, universo que inclui áreas que não podem ser vendidas, como praças e até praias.

Segundo dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), foram lançadas no país 27.878 unidades entre janeiro e maio, alta de 4,1% em relação a 2018.

LIQUIDEZ

Parte do dever de casa sugerido pelos analistas começou a ser feito pelo governo.Segundo o secretário de Coordenação e Governança do Patrimônio da União (SPU), Fernando Bispo, os imóveis foram divididos por nível de liquidez, de acordo com a facilidade para vender: baixo, médio e alto. Todos os 3.751 selecionados até agora estão desocupados, de acordo com a pasta.

Como as propriedades são muito diferentes, o governo deve lançar mão de estratégias distintas para se desfazer de cada uma delas. Para se ter uma ideia, o imóvel mais caro da carteira é um terreno avaliado em R$ 850 milhões.

O mais barato, uma sala comercial de R$ 20 mil. Para testar o apetite do mercado, a pasta começou a colocar na rua alguns editais. Está prevista, por exemplo, a venda de nove apartamentos em Brasília.

A equipe econômica não revelou exatamente quais imóveis estão à venda por acreditar que a informação pode interferir nas negociações, já que nem todos serão imediatamente colocados no mercado. De acordo com o levantamento, São Paulo é o Estado que mais concentra essas propriedades. São 887 com potencial de venda, 23% do total. No Rio, foram identificados 39 ativos que podem ser alienados.

AMBIENTE

Para especialistas, o mercado imobiliário - que começa a se recuperar dos efeitos da recessão - terá capacidade de absorver esses ativos se o governo souber preparar os imóveis.

Uma das sugestões é ajudar grandes compradores a recuperarem o apoio dos investidores, facilitando o licenciamento de projetos, como condomínios ou empreendimentos comerciais.

Melhorias também podem ser feitas no arcabouço jurídico, avalia o advogado Raphael Espírito Santo, sócio da área imobiliária de um escritório que tem se reunido com representantes do governo e do setor imobiliário. Para ele, uma regra que pode ser revista é a de avaliação do valor dos imóveis.

Hoje, bens públicos precisam seguir regras rígidas de fixação de preço, com base nas características da propriedade. Segundo o especialista, isso dificulta oferecer descontos, caso o ativo tenha problemas como invasão. (Com informações de O Globo)

ENTENDA

Venda de imóveis

Estratégia

O governo federal já montou um plano para a venda de bens imóveis e de terrenos da União que estão ociosos ou em condições precárias. Já foram mapeadas 3.751 propriedades com melhores condições de irem a mercado.

Recursos

A expectativa da equipe econômica é levantar  R$ 1 bilhão até o fim do ano. Nos quatro anos de governo, a estimativa é de arrecadar R$ 30 bilhões.

Tipos

Na lista, há terrenos, galpões, prédios, salas comerciais e até fazendas.

Estados

Espírito Santo

O governo federal já mapeou 8 imóveis do Estado que poderiam ser vendidos. A equipe econômica não revelou exatamente quais imóveis estão à venda para não interferir nas negociações.

Possibilidades

Entre imóveis da União com pouca utilização, há os galpões do IBC, em Jardim da Penha, e armazéns da Codesa, no Centro de Vitória.

ESCLARECIMENTO 

Na primeira versão deste texto, no parágrafo acima, havia a informação de que os galpões do IBC não tinham utilização. A reportagem foi atualizada na terça-feira (13), às 11h40, e o termo "sem utilização" foi substituído por "com pouca utilização".

 

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