Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Crise no STF

Gilmar diz que André Mendonça é boneco de campanha e pixuleco eleitoral

Ministro do STF publicou texto em defesa de Paulo Gonet, procurador-geral da República; Mendonça diz que retirada do sigilo foi defendida por nomes como Gilmar e ocorreu por ordem de Fachin

Publicado em 17 de Setembro de 2026 às 12:24

Agência FolhaPress

Publicado em 

17 set 2026 às 12:24
BRASÍLIA - O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta quinta-feira (17) que o colega André Mendonça é "boneco de campanha" e "pixuleco eleitoral", usando termos parecidos com o que disse na sessão de terça (15) sobre Alexandre de Moraes.
Na ocasião, o decano da corte chamou Mendonça de "pixuleco" e "boneco eleitoral".
Nesta quinta, Gilmar publicou, nas redes sociais, um texto em defesa do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O chefe da PGR (Procuradoria-Geral da República) é citado no relatório da investigação do banco Master, sob a relatoria de Mendonça.
Na apuração policial, há diálogos em que o advogado Ciro Soares encaminha a Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, mensagens atribuídas ao procurador. Em outros trechos, Vorcaro pede a Moraes que acione Gonet e o chefe da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para barrar uma operação contra a instituição financeira.
Ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes Nelson Jr/STF
Na sessão do STF de terça-feira (15), convocada para analisar as menções ao ministro do STF Alexandre de Moraes no caso Master, Gonet negou ter qualquer proximidade com Vorcaro.
Em nota na manhã desta quinta, Mendonça lembrou que a retirada do sigilo foi defendida justamente por nomes como Gilmar e aconteceu por ordem do presidente do Supremo, Fachin, e voltou a criticar as falas feitas contra ele.
"O relator jamais ameaçou quem quer que seja de execração pública, nem se valeu de linguajar impróprio para que alguém se retirasse de julgamento. Tampouco transformou o plenário num palanque ou picadeiro, vociferando aos berros, para tentar mascarar com truculência ilações vazias e que carecem de qualquer fundamento jurídico minimamente aceitável. A divergência é legítima e própria de um tribunal colegiado. Ilegítima é a tentativa de constranger o julgador", disse o relator do caso Master, em nota.
Mendonça também disse que o episódio reforça a necessidade da elaboração de um código de ética para o Supremo, pauta defendida justamente por Fachin.
Nesta quinta, Gilmar disse que Gonet "tem reputação ilibada e vida pública de lisura insuspeita".
"Isso nunca foi objeto de disputa: é reconhecido em todos os espectros, por quem concorda e por quem discorda dele. Mesmo assim, teve a honra injustamente manchada pelo levantamento do sigilo de conversas que nada de ilícito retratavam", disse.
Em seguida, ele disparou contra Mendonça, acusando-o de agir politicamente para beneficiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto.
"Ainda assim, assistimos na terça-feira a uma cena lamentável. Em plenário, o próprio relator [Mendonça] reconheceu, em alto e bom som, a lisura da conduta de Gonet e admitiu que nada havia contra ele. Nada. Então por que expor? Quem atesta a honra de alguém só depois de tê-la arrastado pela praça pública não está corrigindo um erro: está confessando que ele era evitável".
"E não foi só isso. A intenção de lucrar politicamente com o episódio ficou escancarada quando o relator fez publicar vídeo nas redes sociais agradecendo o apoio popular. Apoio a quê, exatamente? A um ato que ele mesmo admitiu não ter fundamento contra a pessoa exposta? Quem age assim não é magistrado imparcial: é boneco de campanha, um pixuleco eleitoral".
Em outro comunicado também publicado na manhã desta quinta, Gilmar Mendes criticou o fato de que ele ficou sabendo em cima da hora da sessão da segunda turma que julgou e referendou o afastamento de Andrei Rodrigues da diretoria-geral da Polícia Federal.
Em ofício ao ministro Luiz Fux, presidente do colegiado, ele alegou que a sessão estava previamente acordada com Mendonça, mas não havia sido avisada aos demais representantes do grupo, o que prejudica a análise do caso. E acrescentou que soube primeiro pela imprensa sobre a existência da sessão.
"Diante de todas essas razões, registro, na posição de Decano do Supremo Tribunal Federal, membro desta Corte há mais de 24 (vinte e quatro) anos, a necessidade de tratar todos os membros da Turma de forma igualitária, sob pena de inviabilizar a participação em sessões designadas mediante entendimento reservado entre o Presidente da Turma e o Relator, à margem dos demais integrantes do colegiado", escreveu.

Leia mais sobre a crise no STF

Gilmar diz que André Mendonça é boneco de campanha e pixuleco eleitoral

"Até a máfia tem ética"

Sob desgaste, Fachin tende a adiar caso Mendonça; ministros podem obstruir pauta do STF

A urgência da reforma do STF

'Eu não era presidente quando Moraes foi indicado para STF', diz Lula

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Edson Fachin, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)
No STF, Fachin cancela sessão plenária desta quinta-feira (17)
Estudante de Direito, Matheus Stein Pinheiro,acusado de matar namorada no ES pode não ser punido por crime
Júri de acusado de matar namorada no Centro começa sem a presença do réu
Imagem de destaque
Veja os sinais que podem indicar câncer de pele e quando procurar um dermatologista

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados