O júri popular do jovem denunciado pela morte da namorada com mais de 40 facadas começou nesta quinta-feira (17) sem a presença de Matheus Stein Pinheiro no banco dos réus.
O pedido foi feito pela primeira testemunha a ser ouvida, o psiquiatra forense que atua como perito da família da vítima, Henderson Eduarth Schwengber. O depoimento dele girou em torno da avaliação sobre laudos existentes no processo que apontam doença mental em Matheus.
Em outubro de 2024, uma decisão da 1ª Vara Criminal de Vitória, responsável pelo Tribunal do Júri da Capital, recusou os laudos, apontando equívocos, por terem os especialistas baseado suas conclusões somente nas alegações do réu para afirmar a dependência. O que permitiu a continuidade do processo.
Ana Carolina Rocha Kurth, 24 anos, morreu clamando por socorro, de acordo com denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES). O corpo foi encontrado pelo sogro da jovem.
O crime aconteceu em maio de 2023, no apartamento em que o casal morava, no Centro de Vitória. O relato ministerial é de que eles mantinham um relacionamento amoroso conturbado, marcado por brigas motivadas principalmente pelo ciúme de Matheus, o que teria motivado o crime.
Após o assassinato, Matheus tomou banho, trocou de roupa, deixou o apartamento, foi para a rodoviária, comprou uma passagem e seguiu de ônibus para Conceição da Barra, no Norte do Espírito Santo. Dois dias depois foi preso pela Polícia Civil.
Pouco antes do início do júri, familiares da vítima fizeram uma manifestação em frente ao fórum, usando camisas com a foto de Ana Carolina. Todos acompanham a sessão no plenário do júri. O julgamento é acompanhado por cerca de 70 pessoas, entre familiares e estudantes de direito.
A reportagem tenta contato com a defesa do jovem e também um posicionamento do Ministério Público. Quando houver retorno, o texto será atualizado.
Veja Também