Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Vilmara Fernandes

Justiça retira acusações contra advogada por crime de tráfico no ES

A decisão envolve a advogada Bianca Campelo e outras seis pessoas que foram denunciadas por participação em um homicídio no ano de 2024, em Vitória; o processo foi encerrado por falta de provas

Publicado em 20 de Agosto de 2026 às 03:30

Públicado em 

20 ago 2026 às 03:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes Vilmara Fernandes
Fórum Criminal de Vitória
Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly

A Justiça do Espírito Santo retirou as acusações contra a advogada Bianca Campelo Ribeiro, que havia sido denunciada por intermediar ordens para o assassinato de um traficante no bairro Santo Antônio, em Vitória. A sentença, publicada no último dia 14, acompanha o pedido do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), cerca de dois anos após o crime.


O processo foi encerrado por falta de provas. A decisão do juiz Carlos Henrique Rios do Amaral Filho, titular da 1ª Vara Criminal de Vitória, relata que o depoimento da principal testemunha apresentava falhas e contradições, e não houve comprovação de que os acusados teriam ordenado o crime. 


Com a decisão, sete pessoas ficaram livres das acusações. São elas:


  • Bianca Campelo Ribeiro (advogada)

  • Wedson Lima Marciano

  • Patric dos Santos

  • Gleison de Meira Marcelino Junior

  • Juliano Santos de Oliveira

  • Gabriel Lima Eleotério

  • Thiago Fardin


O crime aconteceu em 18 de abril de 2024, quando Arthur Santos Gomes foi morto com diversos disparos de arma de fogo em frente a um bar. A motivação decorreu do fato de a vítima, que seria integrante de um grupo de tráfico de drogas do Morro do Cabral, ter rompido com a organização para se juntar a uma facção rival atuante no Morro dos Alagoanos. 


Quer receber as notícias publicadas pela coluna pelo WhatsApp? Então clique neste link


De acordo com a denúncia do MP, a morte teria sido encomendada com ordens vindas de dentro de um presídio, onde um dos acusados estaria detido, e transmitidas pela advogada ao grupo que fez a execução.


As informações, segundo a sentença, foram fornecidas por uma “testemunha preservada”, que atribuiu aos acusados participação em na sequência de acontecimentos que culminou no assassinato. A narrativa, no entanto, não se confirmou ao longo do processo.


“Embora a testemunha preservada tenha atribuído aos acusados participação em uma sequência de acontecimentos que teria antecedido o homicídio, seu depoimento judicial evidencia que ela não presenciou a execução do crime e tampouco acompanhou diretamente a comunicação que, segundo sua narrativa, teria resultado na determinação para a prática do homicídio. Em pontos essenciais, a própria testemunha reconheceu não ter presenciado as conversas das quais decorreriam as supostas ordens atribuídas aos acusados”, é dito na sentença.


Em outro trecho, o magistrado destaca que os relatórios de extração e análise técnica dos telefones apreendidos também não confirmaram o relato. “Não trouxeram elementos que corroborassem a narrativa apresentada pela testemunha ou que estabelecessem vínculo objetivo entre os acusados e a prática do homicídio, circunstância que reforça a insuficiência do conjunto probatório para demonstrar a autoria delitiva”, conclui a sentença.


A defesa de Bianca Campelo


O advogado Augusto Martins Siqueira dos Santos que presidiu a defesa da colega de profissão Bianca Campelo, informa que a sua cliente colaborou diretamente com todas as etapas da investiação desde o início, prestando todas as informações necessárias ao esclarecimento do caso. “É importante destacar que nunca houve qualquer prova de participação da doutora  Bianca no crime”, pontuou.


Sobre o depoimento da testemunha preservada, que apresentou contradições e não encontrou respaldo nas demais provas, o advogado ressaltou a a necessidade de que as denúncias, sejam elas anônimas ou não, passem por um processo mais técnico de validação, garantindo mais segurança para a sociedade.  


Augusto Martins Siqueira dos Santos, que atuou no caso ao lado dos advogados Carlos Guilherme Pagiola e Hugo Miguel, destacou ainda a postura das instituições ao longo do processo. “A conduta profissional de todos os agentes envolvidos foi de grande importância para o esclarecimento dos fatos, o que fortalece e valoriza instituições como o MPES, o Judiciário e a OAB”, finalizou.


MAIS COLUNAS DE VILMARA FERNANDES

Justiça do Rio autoriza transferência de ‘Waguinho Batman’ para presídio do ES

Sistema inspirado na Saúde será usado para reduzir superlotação em presídios no ES

Acusada de matar o marido para receber pensão pede 7 adiamentos do júri no ES

Vilmara Fernandes

Vilmara Fernandes Vilmara Fernandes

Aqui você encontra conteúdos exclusivos sobre segurança, justiça e cidadania, com informações que impactam a vida das pessoas e da cidade

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Renove as energias da casa: 4 defumações para fazer em outubro
Internautas registraram um engarrafamento no local do acidente
Jovem de 18 anos morre após batida entre moto e caminhão em Alegre
Imagem BBC Brasil
Por que eleição brasileira é teste para estratégia de Trump na América Latina

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados