A Gazeta portal de notícias do Espirito Santo

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Parecer

Eleição antecipada na Assembleia do ES é inconstitucional, diz MPF

Regra que permitia a antecipação, aprovada no final do ano passado, já foi derrubada por decisão liminar (provisória) e o presidente da Casa, Erick Musso, recuou. Mas falta a Justiça Federal julgar o mérito do caso

Publicado em 05 de Fevereiro de 2020 às 17:50

Redação de A Gazeta

Publicado em 

05 fev 2020 às 17:50
Presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso chegou a antecipar eleição da Mesa Diretora em 14 meses. Foi criticado e recuou, mas Consituição Estadual foi alterada Crédito: Tati Beling/Ales
A eleição antecipada para a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Espírito Santo já saiu de cena por decisão liminar (provisória) no final do ano passado, mas falta a Justiça Federal julgar o mérito do caso. O Ministério Público Federal se manifestou nesta quarta-feira (5) e entendeu que adiantar o pleito seria inconstitucional. 
A antecipação seria possível por meio de uma alteração na Constituição Estadual, pela Emenda 113. Essa emenda foi aprovada pela maioria dos deputados estaduais, em novembro de 2019. Pelo texto original, a escolha do presidente, vice e secretários da Assembleia para o período de fevereiro de 2021 a janeiro de 2023 deveria ocorrer somente no dia 1º de fevereiro de 2021. 
Com a emenda, a data fica em aberto, o presidente da Assembleia pode convocar a eleição na data que achar mais conveniente. Foi o que o atual presidente, Erick Musso (Republicanos), fez e, assim, reelegeu-se, ainda em 2019, para o mandato à frente da Casa que começaria somente em 2021. A convocação da eleição até pegou alguns deputados de surpresa e não houve tempo para que uma chapa contrária fosse inscrita. 
Pegou mal,  o governador Renato Casagrande (PSB) foi contrário, deputados estaduais e a Ordem dos Advogados do Brasil - seccional Espírito Santo (OAB-ES) ajuizaram ações. Erick Musso recuou e os membros da chapa eleita abdicaram dos cargos para os quais foram eleitos. 
E, quando isso ocorrer, o MPF quer que sejam suspensos os efeitos propostos pela Emenda Constitucional nº 113/2019.  O parecer é assinado pelo procurador da República André Pimentel Filho. Para ele, a alteração no trecho da Constituição 頓potencialmente capaz de lesar o interesse coletivo e as bases do Estado Democrático de Direito”.
“Na prática, tal disposição acabará por reduzir a pluralidade de candidaturas e privilegiará certos grupos que já tenham conhecimento prévio da intenção do presidente da Casa, de modo que, seguramente, representará ameaça a fundamentos básicos do jogo democrático como devido processo legal, segurança jurídica e vedação do arbítrio”, diz o parecer.
O processo número 5030721-20.2019.4.02.5001 é uma Ação Civil Pública que tramita desde o dia 3 de dezembro de 2019 na 3ª Vara Federal Cível de Vitória. 
A Assembleia Legislativa foi procurada pela reportagem de A Gazeta, mas não se manifestou sobre o parecer do MPF até a publicação deste texto. 
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

J-Hope, do BTS, dança o funk 'Quero Ver na Hora H'
J-Hope, do BTS, dança funk brasileiro e manda recado: 'Se você quiser'
Marina Ruy Barbosa nega affair com Vini Jr.
Marina Ruy Barbosa nega affair com Vini Jr.: 'Sensacionalismo puro'
Imagem de destaque
Carta de Flávio: quem são Rui Barbosa, de Gaulle e outros líderes da América Latina citados

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.