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Eleições 2026

Delegado que prendeu traficante Marujo se filia a partido aliado a Pazolini

PSD tem, entre os seus quadros o ex-governador Paulo Hartung e o prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos
Vinicius Zagoto

Publicado em 

06 abr 2026 às 12:32

Publicado em 06 de Abril de 2026 às 12:32

Romualdo GIanordoli
Romualdo GIanordoli, delegado da polícia civil Crédito: Carlos Alberto Silva
O delegado Romualdo Gianordoli Neto, que atuou na ação policial que levou à prisão do traficante Fernando Moraes Pereira Pimenta, conhecido como Marujo, se filiou ao Partido Social Democrático (PSD) no último sábado (4). O partido declarou apoaio à candidatura de Lorenzo Pazolini (Republicanos) ao governo do Espírito Santo.
A informação foi confirmada pelo secretário-geral do PSD no Estado, Nico Locatelli. "Romualdo está apto a disputar, caso assim queira, e chegou ao partido animado com o projeto que temos. O movimento será amadurecido com muito diálogo e construção", afirmou.
Apesar da filiação, ainda não foi informado para qual cargo Romualdo pretende se candidatar. Por ser delegado, ele não precisa se desvincular do cargo na Polícia Civil por agora, diferentemente de prefeitos, governadores e secretários.

PSD apoia Pazolini

O PSD chegou a se aproximar de Renato Casagrande (PSB), mas decidiu apoiar a candidatura de Pazolini nas eleições deste ano. A informação foi confirmada em primeira mão pelo presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab.
Conforme o presidente nacional do PSD, a decisão de endossar a candidatura do prefeito de Vitória ocorreu em reunião realizada também na quarta-feira (1º), da qual teriam participado o presidente estadual do partido, o prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos, o ex-governador Paulo Hartung (PSD), José Carlos da Fonseca Jr. e Aridelmo Texeira (PSD).

Alvo de inquérito

Romualdo virou alvo de um inquérito na Corregoria da Polícia Civil após levantar suspeitas contra a corporação nas redes sociais. 
O delegado disse que a instituição se encontrava “bastante corroída” e que as investigações da Operação Baest, na qual ele atuou, acabaram não avançando contra um empresário da Serra pois este teria ligação com pessoas do “alto escalão” da sociedade.
Por conta disso, o delegado foi chamado para depor na Corregedoria, a fim de explicar essas acusações e dizer quem seriam essas pessoas ligadas ao investigado.
Na ocasião, o então chefe da Polícia Civil, José Darcy Arruda, se manifestou pelas redes sociais e fez acusações contra Romualdo. O delegado não gostou e o processou por calúnia, difamação e injúria.
A Operação Baest, realizada em 2025, é citada pela alta cúpula de segurança como uma das mais relevantes dos últimos anos por alcançar o braço financeiro do Primeiro Comando de Vitória (PCV). A ação resultou na apreensão de R$ 100 milhões em bens e no indiciamento de 20 pessoas supostamente ligadas a crimes de lavagem de capitais.
Após a Polícia Civil concluir as investigações, em setembro, o caso foi remetido ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES), responsável por avaliar todas as provas reunidas contra os indiciados e decidir se oferece denúncia, solicita mais dados para complementar a investigação ou arquiva o caso.
As investigações que culminaram na Operação Baest eram tocadas pelo Centro de Inteligência e Análise Telemática (Ciat), uma unidade criada na estrutura da Polícia Civil totalmente focada em investigar movimentações do crime organizado no Estado, por meio de ferramentas capazes de alcançar dados telemáticos e cibernéticos.
Assinaram o relatório final quatro delegados, incluindo Romualdo Gianordoli, que não era mais responsável pelo Ciat por ter sido promovido a subsecretário de Inteligência na Secretaria de Estado de Segurança logo após o centro de investigações prender Fernando Moraes Pereira Pimenta, o Marujo.
Em outubro de 2025, após assinar a conclusão do relatório com os delegados do Ciat, Romualdo Gianordoli foi exonerado do cargo de subsecretário. O secretário de Segurança, Leonardo Damasceno, disse ter havido quebra de confiança na relação com o chefe José Darcy Arruda, uma vez que os delegados do Ciat precisam se reportar ao delegado-geral e não à subsecretaria, conforme decreto que estabeleceu a criação da unidade em 2022.
José Darcy manifestou que os delegados respondiam somente a Romualdo Gianordoli e que os relatórios não eram passados ao comando da Polícia Civil. Mas o delegado discordou das acusações e publicou vídeos nas redes sociais com críticas ao comando da Segurança no Estado, dizendo, inclusive, que a corporação se encontrava “bastante corroída”.
Romualdo Gianordoli ainda associou sua demissão ao fato de ele e os demais investigadores terem identificado, nas investigações, pessoas supostamente ligadas ao governo do Estado. E que, por conta disso, o comando da Secretaria de Segurança teria decidido desligá-lo da subsecretaria, assim como seus colegas do Ciat.
Por conta dessas acusações, a Polícia Civil abriu um inquérito para apurar em qual aspecto haveria corrosão na estrutura e convocou Romualdo Gianordoli a depor e explicar as acusações.

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