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Oito em cada 10 pets adotados no Brasil vêm de resgates de rua ou redes informais

Apesar da preferência nacional pelos vira-latas, dificuldades financeiras e problemas de comportamento ainda ameaçam a posse responsável pós-adoção
Portal Edicase

Publicado em 06 de Abril de 2026 às 13:53

A adoção muda o destino de muitos animais todos os dias (Imagem: hedgehog94 | Shutterstock)
A adoção muda o destino de muitos animais todos os dias Crédito: Imagem: hedgehog94 | Shutterstock
No Brasil, o ato de adotar um animal de estimação é movido predominantemente pelo afeto e por redes de contatos pessoais, deixando as instituições formais em segundo plano. É o que revela a nova pesquisa GoldeN/Opinion Box. Segundo os dados, 80% dos pets adotados no país foram resgatados diretamente das ruas (34%) ou repassados por amigos e conhecidos (46%), enquanto abrigos e ONGs respondem por apenas 9% das adoções, cada um.
Mesmo com o tema da adoção em evidência, ainda há cerca de 30 milhões de animais abandonados no Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). E a pesquisa indica que as adoções por meio de ONGs e abrigos estão ainda em um patamar secundário, desenhando um retrato da “adoção à brasileira”: um ato de solidariedade que acontece, em grande parte, fora das estruturas formais.
“Nosso objetivo com esta pesquisa foi ir além dos números para entender a alma do processo de adoção no Brasil”, afirma Felipe Mascarenhas, head de Marketing de GoldeN, que acrescenta: “Os dados mostram uma nação apaixonada por animais, que se mobiliza de forma orgânica para dar lares a quem precisa. Mas também revelam desafios financeiros e comportamentais que levam ao abandono e à necessidade urgente de dar suporte a esses tutores.”
A pesquisa também confirmou o reinado do “vira-lata” (sem raça definida – SDR) nos lares do país, sendo a maioria entre os gatos (75%) e mais comum entre os cães (28%). No entanto, os dados acendem um alerta: 60% dos brasileiros concordam que ainda existe preconceito contra animais sem raça definida, enquanto uma esmagadora maioria de 86% acredita que a adoção de SRDs deveria ser mais incentivada.

Desafios da adoção responsável

Tão importante quanto adotar é a responsabilidade que essa decisão envolve. Quando a realidade pós-adoção se impõe, os desafios práticos são os principais motivos que levariam um tutor a devolver um animal. Segundo o estudo GoldeN/Opinion Box, problemas financeiros (48%) e problemas de comportamento do pet (39%) são as principais barreiras para a permanência do animal no lar.
A pesquisa também expõe um conflito de gerações: enquanto os tutores mais jovens (18 a 29 anos) enfrentam a instabilidade financeira como principal obstáculo, os mais maduros lidam com a falta de tempo e os desafios de comportamento do pet , mostrando que cada fase da vida exige um tipo diferente de suporte para garantir a posse responsável.
O suporte após a adoção faz toda a diferença contra o abandono do animal (Imagem: Basicdog | Shutterstock)
O suporte após a adoção faz toda a diferença contra o abandono do animal Crédito: Imagem: Basicdog | Shutterstock

Apoio como caminho para evitar o abandono

Como solução para evitar o abandono do animal após a adoção, a população aponta um caminho claro: o apoio. 87% dos entrevistados concordam que suporte e orientação após a adoção ajudariam a evitar o abandono, com destaque para o desejo por consultas veterinárias gratuitas ou com desconto (65%) e campanhas educativas sobre a adoção responsável (55%).
“A população não está apenas apontando os problemas, mas também entregando o mapa da solução: mais acesso à saúde veterinária e mais educação. É nosso dever, como parte deste ecossistema, ouvir e agir, transformando esses dados em ferramentas que realmente ajudem o tutor a superar os desafios do dia a dia”, ressalta Felipe Mascarenhas.

Campanha chama atenção para adoção responsável

Para chamar a atenção sobre a causa e incentivar mais adoções, a GoldeN “trocou” o cão Chopp da atriz Paolla Oliveira. Com mais de 40 milhões de seguidores nas redes sociais, Paolla Oliveira é uma grande ativista da causa da adoção animal e, durante três dias,​ um cão “sósia”, disponível para adoção, viveu as melhores horas do dia​ como se fosse o pet da atriz.
No dia 4 de abril, Dia Mundial do Animal de Rua, a atriz revelou a troca e avisou que o cão, da ONG Adote um Bichinho RJ, está disponível para adoção. A campanha, criada pela Euphoria Creative, tem o objetivo de chamar a atenção para a causa, dando visibilidade para cães e gatos que estão à procura de um novo lar.
Para ampliar essa exposição, no site de GoldeN também foi disponibilizado um portal com informações de ONGs parceiras em todo o Brasil, facilitando o contato entre futuros tutores e animais que aguardam a adoção.
“A causa da adoção é cada dia mais relevante no cotidiano dos brasileiros, como mostrou a pesquisa. Com a nossa ação, queremos dar visibilidade ao tema e ajudar a transformar as vidas dos milhares de pets que esperam por um lar”, afirma o executivo.

Exposição virtual ‘A Vida que Compartilhamos’ dá rosto aos dados da pesquisa

O dia 4 de abril também marca o início da exposição “A Vida que Compartilhamos”, uma parceria da GoldeN com o Museu da Pessoa. A ideia é mostrar esses laços entre pets e tutores, provando o quanto a vida pode ser transformada com a presença de um cão ou gato em uma casa.
O afeto observado na pesquisa GoldeN/Opinion Box é materializado na exposição, que, além de mostrar histórias reais, incentiva tutores a contarem as suas próprias histórias de vida com os seus pets . A exposição virtual tem acesso gratuito.
“Vida que Compartilhamos” é uma exposição sobre como os pets passaram a ocupar um lugar importante na história social brasileira. A tese que orienta a comunicação é: os vínculos com cães e gatos revelam transformações profundas na forma como vivemos, amamos, envelhecemos e enfrentamos crises. Pets que deixaram de ser companhias domésticas e passaram a ser agentes biográficos. Eles atravessam gerações, substituem silêncios, sustentam lutos e reconfiguram a ideia de família. Uma leitura sobre o Brasil contemporâneo.
Por Thiago Perdigão

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