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Publicado em 25 de agosto de 2025 às 19:51
Após o assassinato da menina Alice Rodrigues, de seis anos, na tarde do último domingo (24), em Carapebus, na Serra, deputados do Espírito Santo intensificaram a cobrança por medidas duras contra o crime organizado. O episódio, classificado como “terrorismo” pelo presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), Marcelo Santos (União), mobilizou parlamentares que defendem a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação das facções criminosas no Estado. >
Durante a sessão ordinária desta segunda-feira (25), o clima foi de revolta. Alice foi morta quando criminosos dispararam contra o carro de sua família, ao confundir o veículo com o de um grupo rival. O caso, que já resultou na prisão de seis suspeitos, foi tratado pelos deputados como uma escalada da violência em território capixaba.>
Marcelo Santos classificou o ataque como um ato de “terrorismo” e defendeu maior integração entre os poderes para enfrentar a crise. “A pequena Alice foi alvo de um ataque terrorista. É o nome que temos que dar. Não é troca de tiros. Precisamos fazer com que o Congresso Nacional entenda e pare de fazer vídeo para postar nas redes sociais, pare de ficar debatendo ideologia partidária e trabalhe em prol do Brasil. Nós precisamos dar uma resposta à sociedade que já não aguenta mais”, afirmou. Segundo ele, as facções já expandiram seus negócios para além do tráfico de drogas, atuando em diversos setores da economia.>
O deputado Alcântaro Filho (Republicanos) abriu oficialmente o pedido para a instalação da CPI das Facções, com a justificativa de que o Legislativo precisa exercer um papel mais efetivo de fiscalização. Até o momento, ele já colheu sete das dez assinaturas necessárias para a abertura da investigação. O deputado também relembrou o caso da adolescente Sophia Vial, de 15 anos, morta após disparos feitos por homens que passaram atirando de moto, no bairro Santa Rita, em Vila Velha.>
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Alcântaro Filho
DeputadoOutros parlamentares também se manifestaram. Dary Pagung (PSB) e Fábio Duarte (Rede) pediram punições rigorosas e maior atuação do Judiciário. Iriny Lopes (PT) destacou a importância de políticas preventivas, para além do endurecimento penal. Já o delegado Danilo Bahiense (PL) e Alexandre Xambinho (Podemos) defenderam reforço policial imediato na Serra, onde a violência das facções se intensifica.>
A deputada Janete de Sá (PSB) propôs uma força-tarefa envolvendo todos os poderes e instituições, alertando que o avanço do crime organizado não é apenas um problema local, mas nacional. “O comando do nosso Estado não está na mão do crime e aqui não vai se criar”, declarou.>
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