Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Fundo Audiovisual

Contarato vai ao STF contra ato de Bolsonaro que suspendeu séries LGBT

Senador está à frente de ação apresentada pela Rede Sustentabilidade, alegando que há ameaça à liberdade de expressão

Publicado em 28 de Agosto de 2019 às 09:01

Redação de A Gazeta

Publicado em 

28 ago 2019 às 09:01
Fabiano Contarato na Sede do STF Crédito: Divulgação/assessoria
O senador do Espírito Santo Fabiano Contarato (Rede) assinou e é um dos autores de uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que busca anular os atos do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que  transferem o Conselho Superior do Cinema do Ministério da Cidadania para a Casa Civil. A ação também tenta anular a portaria que suspendeu o edital que apoiava diversas produções apoiadas pelo Fundo Setorial do Audiovisual, entre elas as de temáticas LGBT.
A iniciativa foi do partido do senador, a Rede Sustentabilidade, mas ele ingressou e assinou como advogado. A ação é uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), com pedido de medida liminar para suspender tais determinações, argumentando que elas violam a liberdade de expressão, que é um direito fundamental previsto na Constituição.
"RETROCESSO"
Para Contarato, as medidas tomadas pelo presidente são "retrocessos", e vão na contramão dos entendimentos jurisprudenciais definidos recentemente pela Corte, ao equiparar a homofobia e a transfobia ao racismo. "As declarações do presidente que precederam esses atos são preconceituosas e, portanto, inaceitáveis: ele aponta a clara intenção de não apoiar a população LGBT. Não podemos tolerar retrocessos como esses", declarou o senador no Twitter.
Desde a campanha à Presidência, Bolsonaro criticou os incentivos à cultura feitos pelo governo. Cabe ao Conselho Superior do Cinema formular política nacional do cinema. Agora, como ele foi para a alçada do Ministério da Casa Civil, o setor mais político do governo, poderá ter uma interferência maior no teor das produções financiadas pelo governo.
"Não podemos deixar que calem os produtores, os artistas, a diversidade de vozes da sociedade brasileira. Esse Decreto e essa portaria colocam em risco a liberdade de expressão e chancelam discriminações. Recursos públicos não são monópolio deste ou daquele grupo. É preciso ser republicano, quando se ocupa um cargo público", argumenta Contarato.
No edital suspenso por Bolsonaro, séries com a temática LGBT estavam entre as categorias de investimento, com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Cada projeto receberia verbas de R$ 400 mil a R$ 800 mil cada um.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem BBC Brasil
Substituições em 10 segundos e cartão vermelho por cobrir a boca em discussão: as novas regras da Copa do Mundo de 2026
Imagem de destaque
Incêndio criminoso, roubo e amor: o que acontece quando agentes de IA administram uma cidade virtual?
Imagem BBC Brasil
TSE adia decisão sobre suspensão de pesquisa: entenda o que está sendo julgado e como sondagens são feitas

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados