Candidato à reeleição nas Eleições 2026, o senador Fabiano Contarato (PT) criticou a classificação de facções criminosas como organizações terroristas e a aplicação de sanções ao Comando Vermelho (CV) e ao Primeiro Comando da Capital (PCC) pelo chamado “Escudo das Américas”.
O "Escudo das Américas" é uma coalizão lançada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que reúne 16 países alinhados ao governo estadunidense, sendo eles, além dos EUA, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, Trinidad e Tobago.
Para Contarato, as medidas lideradas por Trump abrem um “precedente para que outros países possam querer intervir aqui (no Brasil)”. “É o Brasil declarando a sua ineficiência com uma repercussão que pode ser desastrosa, ao meu sentido”, afirmou o candidato.
“Eu não concordo, porque você está declarando para o mundo que as suas instituições são incompetentes, e eu tenho muito orgulho das instituições que compõem a segurança pública (brasileira)”, afirmou o candidato, durante entrevista ao Bom Dia ES, da TV Gazeta, na manhã desta quarta-feira (23).
Segundo o senador, muito da insegurança nas cidades e estados se atribui ao governo federal, mas ele pontua que a responsabilidade constitucional pela segurança pública é dos governos estaduais. Por isso, Contarato defende a chamada PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da Segurança, que prevê a “articulação coordenada entre União, estados e municípios com investimento, inteligência e compartilhamento de informações e dados”.
Para o concorrente, o combate ao crime organizado não depende da classificação de grupos como narcoterroristas, mas do cumprimento de funções das instituições existentes. Conforme o candidato, não há como “combater criminosos, facção ou milícia sem aporte, sem um fundo de investimento substancial”.
“Você tem que falar em dinheiro, efetivamente, para fortalecer (as forças de segurança). Investimento em dinheiro, tecnologia, compartilhamento de informações, ‘moralização’ dos órgãos de fiscalização e controle das instituições, para que as instituições, efetivamente, ocupem esses espaços.”
Durante dinâmica, o senador também disse ser contra a anistia aos condenados pela tentativa de golpe de Estado para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder após derrota nas urnas, em 2022, mas defendeu uma “revisão criminal” em relação aos envolvidos nos atos do 8 de Janeiro. Ele também se posicionou favorável ao fim da escala 6x1 e das bets.
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