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Eleições 2026

Caso Apex: Ricardo defende investigação e diz que não há dinheiro público na empresa

O candidato à reeleição para o governo do Espírito Santo afirmou que a crise revela uma vulnerabilidade na governança na empresa

Publicado em 31 de Agosto de 2026 às 10:37

Leticia Orlandi

Publicado em 

31 ago 2026 às 10:37

Quase um mês após ter sido revelada a crise na plataforma de investimentos capixaba Apex Partners, o governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço (MDB), candidato à reeleição, defendeu investigação rigorosa da situação e disse que não há dinheiro público aportado na empresa. A companhia tem endividamento de quase R$ 1 bilhão; o caso foi levado à Justiça.


A afirmação de Ricardo foi feita durante a primeira da série de sabatinas de A Gazeta e CBN Vitória  com os candidatos ao governo do Estado, na manhã desta segunda-feira (31), na sede da Rede Gazeta.


O candidato foi questionado pela equipe de colunistas e jornalistas de A Gazeta e CBN sobre a sua relação e a dos seus familiares com a crise da Apex Partners. Pedro Chieppe, filho de Ricardo, tem participação na empresa.


"Meu filho tem 3% dessa empresa e eu pessoalmente defendo que a investigação possa alcançar os responsáveis pela Câmara de Valores Mobiliários (CVM), Ministério Público (MPES), Justiça Federal e Justiça Estadual. Acredito na inocência e na boa-fé do meu filho", afirmou.


Durante a sabatina, Ricardo Ferraço também foi questionado sobre a diferença entre o seu perfil de governo e do seu antecessor, Renato Casagrande (PSB), que deixou o comando do Executivo capixaba para concorrer ao Senado. 


O candidato destacou que um dos focos será ampliar as escolas em tempo integral, para alcançar 100% das unidades e prometeu que 100% das escolas até o final do ano estarão climatizadas. Também disse que um dos focos é manter o Estado organizado.


"A continuidade é manter a forma de governar, com diálogo, humildade e foco no resultado. Vamos focar em trabalhar resultados na Grande Vitória e 78 municípios, mantendo o Estado organizado com capacidade de planejamento e entrega", afirmou. 


Foi perguntado também sobre qual seria a sua posição na disputa nacional, hoje polarizada entre o PT e o PL, com Lula e Flávio Bolsonaro candidatos ao Palácio do Planalto, respectivamente.


Sobre o assunto, Ricardo esquivou-se, afirmando que é e vai continuar sendo 100% Espírito Santo. "Os principais adversários querem submeter o Espírito Santo à polarização ideológica. Achamos que submeter a isso é colocar em segundo plano o interesse dos capixabas. Tenho afirmado que vamos governar o Espírito Santo fora do extremismo", frisou.

Ricardo Ferraço respondeu às perguntas dos colunistas de A Gazeta Carlos Alberto Silva
Mão de obra e escala 6x1

O candidato também foi questionado sobre um dos desafios da economia do Estado, que é resolver o problema da falta de mão de obra. A respeito do fim da escala 6x1, prevista para ser votada nesta semana no Senado, ele disse ser favorável à mudança.   


"Sou a favor do fim da escala 6x1 para que os trabalhadores tenham mais tempo para a família, para o esporte, lazer e entretenimento, para que sejam feliz. Também é importante para a saúde mental. Sou a favor da flexibilização para contribuir para um ambiente mais humano, para que possam trabalhar, produzir e ter direito de cuidar das famílias", pontuou.


Pelas mesmas razões, ressaltou concordar com o fechamento dos supermercados aos domingos no Espírito Santo.


Quanto ao chamado "apagão de mão de obra", Ricardo destacou que o Espírito Santo é hoje um dos Estados que proporcionalmente mais têm Institutos Federais de educação, os quais contribuem para a qualificação profissional.


Ressaltou ainda o trabalho em cooperação com o Sistema S e com a Fecomércio-ES para preparar os trabalhadores para os desafios do mercado de trabalho. Lembrou também sobre o Qualificar ES, programa do governo do Estado. 


"Dentro do Qualificar ES, vamos abrir caminho para os 40+, 50+ e 60+ [pessoas na faixa de 40, 50 e 60 anos] se requalificarem e darmos mais oportunidades para quem tem mais experiência", afirmou.


Nas Eleições 2026, Ricardo Ferraço tenta se reeleger visando à continuidade do grupo do ex-governador Renato Casagrande (PSB) à frente do Executivo capixaba. Até abril deste ano, o hoje governador ocupava o posto de vice de Casagrande, que decidiu deixar o cargo para tentar vaga de senador.

A série de sabatinas

Pelas regras registradas no Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES), as entrevistas vão ser feitas com os concorrentes que obtiveram pelo menos 5% de intenção de voto na pesquisa Quaest divulgada na última quinta-feira (27).


Dessa maneira, os próximos candidatos sabatinados serão: Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Helder Salomão (PT). Os dias da participação de cada concorrente seguem também o resultado alcançado pelos candidatos na pesquisa estimulada. 


As sabatinas vão ser realizadas até a próxima quarta-feira (2), sempre a partir das 10 horas, e terão duração de uma hora. Para o bate-papo, o time de colunistas do site — Abdo Filho, Leonel Ximenes, Letícia Gonçalves, Vilmara Fernandes e Vitor Vogas — une-se à âncora da rádio, Fernanda Queiroz. 


As entrevistas vão ser transmitidas ao vivo pela CBN Vitória, no site de A Gazeta, em streaming e nas redes sociais, reforçando a cobertura multiplataforma.

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