Publicado em 2 de outubro de 2022 às 23:29
O produtor rural Eduardo Riedel (PSDB), 53, vai disputar com Capitão Contar (PRTB), 38, o segundo turno em Mato Grosso do Sul, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).>
Com quase todas as urnas apuradas, Contar recebeu 26,71% dos votos válidos. Riedel obteve 25,16%.>
O ex-secretário André Puccinelli (MDB) ficou com 17,18%. A deputada federal Rose Modesto (União Brasil) teve 12,42%. Giselle Marques (PT) conseguiu 9,42%. Marquinhos Trad (PSD) ficou com 8,67%. Adonis Marcos (PSOL) e Magno Souza (PCO) foram votados por 0,23% e 0,20%, respectivamente.>
Mato Grosso do Sul viveu uma eleição atípica, por ser o estado de nascimento e base eleitoral de duas candidatas à Presidência da República: as senadoras Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil).>
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Apoiado por Jair Bolsonaro (PL), Capitão Contar cresceu de forma surpreendente na reta final da campanha após o presidente ter pedido votos para ele durante o debate dos presidenciáveis na TV Globo.>
O pedido de voto de Bolsonaro implodiu o acordo que o presidente tinha com Eduardo Riedel, candidato apoiado pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB). O tucano, que tem o apoio da ex-ministra da Agricultura Teresa Cristina (PP), havia anunciado apoio a Bolsonaro desde maio.>
Capitão Contar é deputado estadual e disputou um cargo eletivo pela primeira vez em 2018. Foi eleito para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul pelo PSL com 78 mil votos, maior votação do estado. É capitão do Exército e tem boa relação com Bolsonaro.>
Desde o início do ano, se movimentou para ser candidato a governador com o apoio de Bolsonaro, mas este optou por fechar um acordo com o candidato tucano. Sem espaço no PL, partido do presidente, Contar se filiou ao nanico PRTB.>
Já Riedel se declarou bolsonarista durante a campanha. Em visita recente de Jair Bolsonaro (PL) ao Mato Grosso do Sul, ele recebeu o presidente no aeroporto e o acompanhou nas agendas oficiais em Campo Grande.>
Ex-secretário de governo e de obras, Riedel foi o nome indicado pelo governador Reinaldo Azambuja para sua sucessão. A aliança foi fechada graças a parceria de Riedel com a ex-ministra Tereza Cristina (Agricultura), que se candidatou ao senado pelo PP.>
Riedel concorre pela primeira vez a um cargo nas urnas. O biólogo é formado pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), estado onde nasceu. Chegou em Mato Grosso do Sul em 1995 para cuidar da propriedade rural da família, em Maracaju.>
Riedel ascendeu publicamente em 2006, quando se tornou presidente da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul). Ele comandou a instituição até 2012. Em 2014, apoiou a candidatura de Azambuja ao governo do Estado, assumindo logo no início da gestão o cargo de secretário de governo.>
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