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Bolsonaro passa mensagem de incentivo a desmatamento, diz Maia no ES

Segundo o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, essa mensagem negativa é pela forma como o presidente fala sobre o assunto, mas ressalta que o governo não está incentivando a destruição ambiental

Publicado em 27/08/2019 às 01h03
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), endossou a necessidade de tolerância zero contra desmatadores. Crédito: Ademir Ribeiro
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), endossou a necessidade de tolerância zero contra desmatadores. Crédito: Ademir Ribeiro

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou neste sábado (24), em Vitória, que a crise ambiental pode ter sido potencializada pela maneira como o presidente Jair Bolsonaro (PSL) vem se comunicando.

Para o presidente da Câmara, que participa do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), no Palácio Anchieta, o governo não está incentivando a destruição ambiental, mas reconhece que essa é a mensagem que ele passa.

O Cosud acontece no Palácio Anchieta, no Centro de Vitória. Crédito: José Carlos Schaeffer
O Cosud acontece no Palácio Anchieta, no Centro de Vitória. Crédito: José Carlos Schaeffer

"Nós que estamos em posições-chaves temos que compreender que o que a gente vai falar tem impacto muito mais forte do que a gente imagina. Uma vocalização mal feita pode gerar crise grandes. Tenho convicção que não há estímulo do governo para o pessoal desmatar, fazer queimada. Mas quando vocaliza polemizando no tema, qual impressão que dá? Que há algum tipo de apoio", declarou.

Maia endossou ainda a necessidade de tolerância zero contra desmatadores, medida anunciada por Bolsonaro em pronunciamento na noite desta sexta-feira (23).

"O presidente certamente deve ter visto isso (o impacto da mensagem) e ontem (sexta) fez discurso afirmando tolerância zero. E tem que ser mesmo", disse.

O deputado federal vai pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) que os R$ 2,5 bilhões depositados pela Petrobras em janeiro como resultado de acordo feito com a Justiça dos Estados Unidos sejam direcionados para a educação e para a Amazônia.

A ideia é direcionar R$ 1 bilhão do montante para o descontingenciamento do orçamento do Ministério do Meio Ambiente, especificamente para a área de fiscalização. 

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