A pesquisa ainda aponta que 21% de eleitores acham o governo do presidente regular e que 1% não soube dizer ou não respondeu. Os números fazem parte da segunda amostragem feita pelo Ibope na Capital em 2020, realizada entre os dias 1º e 3 de novembro. Na
primeira pesquisa, em 11 e 12 de outubro, o índice de avaliação negativa do governo Bolsonaro era de 44%, enquanto os que avaliavam positivamente representavam 32% do eleitorado.
No levantamento mais recente, os que mais desaprovam o governo Bolsonaro estão nos dois extremos das classes sociais. O descontentamento atinge 57% dos que recebem até um salário mínimo. Já entre os entrevistados mais ricos, com mais de 5 salários mínimos de renda familiar, 53% acham o mandato do presidente ruim ou péssimo.
Nas outras classes a maioria também está descontente com o presidente. Entre os que recebem de um até dois salários, a avaliação negativa é de 41%, enquanto entre os que ganham de dois a cinco salários, ruim ou péssimo foi a resposta de 39%.
O melhor percentual de aceitação de Bolsonaro é entre os entrevistados que recebem de um a dois salários mínimos, com 31% de respostas de ótimo ou bom. Em seguida, estão os que recebem mais de cinco salários, em que 29% avaliaram positivamente o governo.
Quem avaliou negativamente Bolsonaro também avaliou mal o prefeito da cidade, Luciano Rezende (Cidadania). Cerca de 56% dos que responderam negativamente sobre o mandato do presidente entenderam que a administração de Luciano também é ruim ou péssima.
Em todos os outros recortes, por sexo, idade e escolaridade, Bolsonaro teve maioria de avaliações negativas. Os que mais criticam o governo federal são os que têm nível superior como grau de escolaridade (55%), os de idades entre 16 a 24 anos (55%) e mulheres (53%).
Ainda que em minoria, os que fazem parte do perfil que mais apoiam sua administração são homens (33%), pessoas com mais de 55 anos (33%) e que estudaram até o ensino fundamental (32%).
Em Vitória, o candidato a prefeito mais alinhado com o presidente é o deputado estadual
Capitão Assumção (Patriota). Nas duas pesquisas eleitorais realizadas pelo Ibope, em outubro e novembro, ele registrou 6% e 5% das intenções de voto, respectivamente. A rejeição a ele aumentou. Antes, 31% dos entrevistados disseram que não votariam nele de jeito nenhum. Nesta rodada de entrevistas, o percentual foi de 41%.
Entre os candidatos a prefeito que mais fazem críticas ao presidente, o ex-prefeito João Coser (PT) passou de 22% para 26% das intenções de voto. O deputado estadual e candidato a prefeito
Fabrício Gandini, que é do Cidadania, partido não alinhado às pautas bolsonaristas, mas que afirma que vai trabalhar com governo federal, se eleito, também registrou oscilação, de 22% para 24%.