Almando Batista Vieira Junior foi condenado a 25 anos de prisão pelo assassinato do dentista Edgleyson Abrão da Silva, em Conceição da Barra, no Norte do Espírito Santo. O julgamento aconteceu três anos após o crime, nesta sexta-feira (3), no Fórum Desembargador Santos Neves, em São Mateus. Ficou determinado que, inicialmente, a pena seja cumprida em regime fechado.
O réu foi condenado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado (por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima), ocultação de cadáver, fraude processual e porte ilegal de arma de fogo, conforme denúncia apresentada pelo Ministério Público do Espírito Santo.
O crime ocorreu no dia 18 de novembro de 2023. Na ocasião, a Edgleyson e Almando voltavam de um bar, no carro da vítima. O corpo do dentista, que tinha 28 anos, foi encontrado dois dias depois.
O inquérito da Polícia Civil apontou que Edgleyson foi morto com um disparo na cabeça dentro de seu carro, que foi encontrado carbonizado em uma área de restinga na região de Meleiras, em Conceição da Barra. Uma semana depois, Almando foi preso e confessou o crime na Delegacia de São Mateus, alegando que teria discutido com a vítima.
Em entrevista para a TV Gazeta em 2023, o pai do dentista, Edson da Silva, disse que seu filho e o acusado eram namorados e se relacionavam há cerca de um ano e meio quando o crime aconteceu. À polícia, entretanto, Almando teria falado que a relação era de amizade, e não de namoro e que o desentedimento foi motivado por uma suposta paixão não correspondida da vítima por ele.