Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Vilmara Fernandes

MPES se manifesta sobre caso Apex no processo; veja os principais pontos

Entre os requerimentos apresentados, há inconsistência de R$ 13,2 milhões no valor apresentado na ação pela Apex; o MP também é contra o pagamento de lucros, dividendos e bônus aos sócios

Publicado em 17 de Agosto de 2026 às 18:22

Públicado em 

17 ago 2026 às 18:22
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes Vilmara Fernandes
Sede da Apex Empresarial
Sede da Apex Empresarial Ricardo Medeiros

Nesta segunda-feira (17), o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) fez sua primeira manifestação no processo que envolve o grupo Apex. A ação tramita na Vara de Recuperação Judicial e Falência de Vitória, envolve 178 sociedades empresariais e uma dívida de quase R$ 1 bilhão.


Um dos pontos abordados no parecer trata da dívida informada à Justiça, que teria passado de R$ 413 milhões, em janeiro de 2025, para R$ 975 milhões, em junho de 2026, um aumento de R$ 562 milhões em 18 meses. 


Em outro ponto, o MP destaca que a administração de transição do grupo deve “apresentar relatório causal e financeiro capaz de reconstruir cronologicamente a formação da crise”. 


O órgão também apontou uma inconsistência de R$ 13,2 milhões nas contas apresentadas pelo grupo. Na soma das quatro principais dívidas (debêntures, cashback, bancos e tributos), o valor chega a R$ 998,8 milhões, superando em R$ 13,2 milhões o endividamento bruto de R$ 985,6 milhões que a própria Apex declarou.


O parecer, com mais de 40 páginas, apresenta ao final 16 requerimentos à Justiça. Confira alguns deles:


Prazo - Concessão de prazo “curto e improrrogável” para que as 178 sociedades empresariais se manifestem à Justiça sobre o interesse em permanecer na ação, apresentando a documentação e a descrição de suas atividades. 


Banco Central e CVM -  Que o Banco Central do Brasil e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sejam comunicados sobre a ação, as decisões, o parecer do MP e a relação completa das 178 empresas envolvidas no Caso Apex, para a adoção das providências cabíveis. Não foi descartado o envio de informações, se necessário, à Superintendência de Seguros Privados (Susep).


Mapa da crise - Exigência de que as empresas apresentem um “relatório causal e financeiro”, com o detalhamento de toda a operação e o passo a passo do que causou a crise, lembrando que a dívida líquida saltou de R$ 413 milhões, em janeiro de 2025, para R$ 975 milhões, em junho de 2026.


Diferença de R$ 13,2 milhões nas contas - Pedido de uma "memória de cálculo" que explique a divergência entre a soma das principais dívidas (R$ 998,8 milhões) e o endividamento bruto declarado pela Apex (R$ 985,6 milhões), antes que os números sejam aceitos como definitivos. 


Tributos fora da conta -  Exclusão do montante de R$ 35,2 milhões referente a tributos do valor total elencado para a recuperação judicial, segundo o entendimento do MP.


"Porteira Fechada" para venda de bens - Rejeição da proposta da Apex de alienar, vender ou transferir bens de até R$ 1 milhão sem aval prévio do juiz, evitando que o patrimônio seja dilapidado enquanto os credores aguardam o processo.


Lucros não podem ser distribuídos - Impedimento do pagamento de lucros, dividendos, bônus ou outras retiradas patrimoniais a sócios e controladores.


Pagamento dos funcionários - Autorização para manter o pagamento de funcionários e sócios do modelo de partnership que trabalham ativamente na empresa, desde que sigam o padrão histórico de salários, não mascarem divisão de lucros e tenham suas funções e ganhos detalhados em relatórios periódicos.


Manutenção do Perito Judicial - Posição contrária à troca do perito nomeado pela Justiça, assinalando que a contratação posterior de um advogado que possui divergências com o perito não serve de justificativa para afastar o auxiliar da Justiça.


Prazo para a blindagem - Determinação para que o período de proteção concedido pela Justiça seja descontado do prazo de 180 dias da futura recuperação judicial, reiterando que a blindagem não se estende a fiadores e avalistas.


MAIS COLUNAS DE VILMARA FERNANDES

Sistema inspirado na Saúde será usado para reduzir superlotação em presídios no ES

Acusada de matar o marido para receber pensão pede 7 adiamentos do júri no ES

Crime organizado no ES: núcleo especializado da Justiça já analisa 15 casos

Defesa de acusado de matar Dante Michelini quer vistoriar local do crime

Vereador vai enfrentar o júri popular por morte em rodovia do ES

Vilmara Fernandes

Vilmara Fernandes Vilmara Fernandes

Aqui você encontra conteúdos exclusivos sobre segurança, justiça e cidadania, com informações que impactam a vida das pessoas e da cidade

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Globo cancela debate e cita decisões de Gilmar Mendes, do STF, e Estela Aranha, do TSE: o que dizem juristas
Duplicação do desvio na BR 259 é negociado entre DNIT e Vale.
Desvio na BR 259, em João Neiva, pode ser ampliado para liberar tráfego nos dois sentidos
Lito Sousa
Por que o diagnóstico da doença de Lito Sousa é difícil?

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados