- Edson Luiz da Silva Verona - soldado;
- Eduardo Ferro Coradini - soldado;
- Filipe Gonçalves Vieira - soldado;
- Hilario Antonio Nunes Loureiro Junior - cabo;
- Lucas Nogueira Oliveira - aluno soldado;
- Valfrir do Carmo Carreiro - 3º Sargento.
Novas imagens
Câmeras corporais
Falta de reação de PMs
Qual deveria ter sido a atitude dos policiais?
O que pode acontecer com o cabo?
Relembre o caso
- Francisca Chaguiana Dias Viana e Daniele Toneto formavam um casal e eram vizinhas da ex-esposa do policial militar Luiz Gustavo Xavier do Vale. As três mulheres se envolveram em uma discussão, momento em que a ex-companheira do PM o aciona.
- Luiz Gustavo estava de serviço como guarda em uma Companhia da PM, em Itacibá, mas não atuava no policiamento ostensivo, pois estava afastado enquanto era investigado pela morte de uma mulher trans em 2022.
- Ainda assim, o militar foi ao bairro Cruzeiro do Sul, fardado e armado, acompanhado de colegas em duas viaturas. Ao chegar ao local, atirou contra as duas mulheres.
- Segundo a Polícia Militar, Luiz Gustavo Xavier do Vale vai ser investigado na Justiça Militar por abandono de posto, uso de viatura e demais transgresões cometidas no exercício da função, que ainda serão apuradas.
- Em relação aos assassinatos, o cabo foi autuado por duplo homicídio qualificado na Justiça Comum.
- Ele permanece no Presídio Militar, no quartel de Maruípe, em Vitória.
Nota Aspra-ES | Na Íntegra
"A Associação das Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Espírito Santo (ASPRA-ES) vem a público manifestar seu veemente repúdio ao ato do Governo do Estado que determinou a suspensão de policiais militares em decorrência de um fato grave envolvendo a conduta isolada de um policial militar, que resultou na morte de duas mulheres após uma discussão onde elas teriam ameaçado seu filho autista de morte.
É imprescindível deixar claro que nosso posicionamento não se refere à conduta do autor dos disparos. Trata-se de um episódio lamentável, que exige apuração séria, transparente e responsável, assegurando, como prevê a lei, o direito à ampla defesa e ao contraditório.
Entretanto, causa profunda indignação e espanto a decisão de punir, de forma indiscriminada, outros policiais militares que não tiveram qualquer participação no ocorrido.
É importante esclarecer, de forma categórica, que os demais policiais presentes não contribuíram para a ação, não possuíam conhecimento prévio e tampouco tinham condições de antecipar a atitude do autor, cuja conduta foi repentina e inesperada, impossibilitando qualquer intervenção preventiva por parte da equipe.
Ressalte-se, ainda, que, imediatamente após o fato, o militar foi contido, desarmado e preso pelos próprios policiais, sendo prontamente apresentado à autoridade competente, ocasião em que foram adotadas todas as medidas legais cabíveis, assegurando-se o devido processo legal.
Diante disso, é inadmissível que profissionais que agiram corretamente sejam agora alvos de “medidas cautelares” com nítido caráter punitivo, aparentando servir apenas como resposta à imprensa e à sociedade.
Vivemos em um cenário desafiador onde discutimos a saúde psicológica dos profissionais de segurança pública. Ao invés de afastar os policiais para um tratamento psicológico após um evento traumático, adota-se uma conduta preocupante que pune os policiais, potencializando ainda mais os efeitos psicológicos nesses profissionais, bem como em toda tropa que recebe essa decisão de forma inacreditável.
A decisão adotada pelo Governo do Estado revela um preocupante viés de resposta política sob pressão, penalizando injustamente policiais comprometidos com o serviço e causando prejuízos diretos à segurança pública, ao retirar das ruas profissionais experientes e capacitados, essenciais no enfrentamento da criminalidade no município de Cariacica.
Reforçamos que não defendemos condutas ilegais, devendo o caso ser tratado com legalidade e transparência. Portanto, é igualmente necessário assegurar que não haja generalizações ou punições coletivas, sob pena de enfraquecimento institucional e desvalorização da tropa.
Trata-se de um episódio isolado, que não reflete os valores, a ética e o compromisso da corporação com a legalidade, a preservação da vida e a segurança da sociedade capixaba.
Por fim, dirigimo-nos ao Governador do Estado para lembrar que liderar é agir com equilíbrio, responsabilidade e justiça, sobretudo nos momentos de maior pressão. A tropa militar observa, acompanha e não esquecerá decisões que desconsideram o compromisso e a dedicação de seus profissionais.
Em um cenário em que Vossa Excelência se apresenta novamente ao crivo da população, fica o registro de que segurança pública se faz com valorização, respeito e responsabilidade, e não com medidas precipitadas que penalizam inocentes."