"Os policiais foram afastados imediatamente após termos conhecimento das novas imagens, que foram um fato novo para a corregedoria. Afastamos os policiais das atividades de rua, assim como suspendemos o armamento em período de folga e solicitamos à Justiça Militar o afastamento cautelar das atividades colaborativas. Obedecendo o percurso do processo legal, será enviado à Justiça e o juiz, dando vista ao Ministério Público como pertinente, eles serão afastados de todas as funções do trabalho relativo ao trabalho", detalhou o coronel.
A autoridade máxima da corporação comentou ainda sobre o uso de uma equipe militar para atender um caso particular de um agente. Segundo Rubim, o protocolo é que as ocorrências sejam atendidas pelas equipes responsáveis pela região onde o caso é registrado.
Porém, o comandante-geral revelou que a segunda viatura que aparece no vídeo, onde está o soldado do Vale, é do bairro Itacibá.
"O protocolo é que se há uma ocorrência, mesmo que envolva parentes de policias, a viatura do setor (onde o fato ocorreu) atenda. E foi isso: uma viatura da companhia que fica em Itacibá teria dado apoio, que fica distante de Cruzeiro do Sul, e outra viatura tinha ido fazer o atendimento. Ao chegar no local já tinha a vituara, mas ele lamentalvemente toma essa atitude", frisou o comandante-geral.
Agora, a corporação aguarda o inquérito com o detalhamento do chamado no Centro Integrado Operacional de Defesa Social (CIODES) para saber se houve autorização para o deslocamento dos militares de Itacibá. Para o coronel, o dever militar não foi cumprido durante o atendimento.
"O policial é treinado para sempre fazer a intervenção de modo a salvar vida. De alguma forma intervir ou verbalizar ou até mesmo outras formas escalonadas do uso da força para impedir essa agressão injusta, principalmente contra a segunda vítima", destacou Ríodo.
O caso