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Leonel Ximenes

Em missa no Convento, padre critica ações policiais no ES

Homilia foi proferida durante a missa das pastorais sociais, na manhã desta segunda-feira (13), no último dia da Festa da Penha

Públicado em 

13 abr 2026 às 11:53
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Padre Kelder preside a missa das pastorais sociais no campinho do Convento da Penha
Padre Kelder preside a missa das pastorais sociais no campinho do Convento da Penha Crédito: Divulgação
Na homilia feita durante a missa das Pastorais Sociais no campinho do Convento da Penha, na manhã desta segunda-feira (11), o padre Kelder Brandão falou sobre a paz - tema da Festa da Penha deste ano - mas também criticou o que chamou de “ações violentas e desproporcionais dos agentes de segurança do Estado”.
“Precisamos ser instrumentos da paz de Deus para transformar o mundo, a começar pela nossa realidade local. Nós vivemos em um Estado extremamente violento. Nossas comunidades sofrem dia e noite com a violência. Sequer conseguimos dormir direito com tantos tiros ao longo das madrugadas”, afirmou o sacerdote, que é pároco da Paróquia Santa Teresa de Calcutá em Itararé, em Vitória.
“Embora seja noticiado que houve diminuição de homicídios no Estado, nossas comunidades estão muito longe de serem comunidades seguras”, acrescentou o sacerdote, que também exerce a função de coordenador do Vicariato para Ação Social, Política e Ecumênica da Arquidiocese de Vitória.

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Homilia no Convento da Penha

Padre Kelder Brandão abordou o tema violência
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Kelder Brandão, que presidiu a missa que teve a presença de muitos militantes de movimentos sociais, também denunciou a violência supostamente praticada pelo Estado nas ações de combate ao tráfico.
“Em nome do combate ao tráfico de drogas e de armas, travam-se verdadeiras guerras nas periferias em que vivemos. O próprio Estado pratica violência. São mais de 25 mil encarcerados, em sua maioria absoluta jovens empobrecidos, negros e periféricos, sem mencionar o rastro de sangue e de corpos tombados diariamente nas periferias do Estado”, considerou o padre.
“A página do crime organizado nunca foi virada no Espírito Santo. Ela continuou sendo escrita por novos autores e com letras diferentes, livremente, nos submundos sombrios das instituições e, agora, se sente fortalecida para emergir à luz do dia”
Padre Kelder Brandão - Em trecho da sua homilia em missa no campinho do Convento da Penha
“Jovens e adolescentes negros, empobrecidos, moradores de periferia, tratados como inimigos do Estado, sob o nosso olhar complacente e os aplausos dos serviçais da morte”, enfatizou.
Na homilia, o padre criticou o que considerou como “impunidade” de agentes do Estado: “O país inteiro ouviu que um policial denunciado há quase uma década na corregedoria por envolvimento com traficantes atuava no principal órgão de repressão ao tráfico. Que vergonha para a Segurança Pública do Espírito Santo!”
Por fim, Kelder Brandão fez uma apelo à paz, principalmente no âmbito das instituições do Estado: “Precisamos ser instrumentos da paz para acabar com a violência nas periferias perpetrada pelas instituições e para acabar com a violência de gênero no Estado”.

BISPO CRITICA TRUMP

Em missa realizada na noite deste domingo (12) na Paróquia de Iconha, no Sul do Estado, o bispo de Cachoeiro, dom Luiz Fernando Lisboa, em sua homilia levantou a voz contra as guerras e realçou: “Há católicos que defendem esse demônio [Donald Trump, presidente dos EUA] e outros demônios também”, criticou. Dom Luiz enfatizou que não se pode compactuar com a violência e com as guerras, e que é preciso seguir Jesus e seu Evangelho. 


A fala ocorreu na missa de posse do padre Jorge Knapp, novo pároco de Iconha, na igreja matriz. O Evangelho realçava que Jesus Ressuscitado chega em meio aos discípulos e diz: "a paz esteja convosco!"

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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