Três suspeitos de envolvimento no assassinato do empresário Fernando Gomes e do técnico em refrigeração Marcos Frizera, em novembro do ano passado, foram presos por equipe da Divisão Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, município onde ocorreu o crime.
Segundo a Polícia Civil, Igor de Oliveira Pereira, de 43 anos, Celso Antonio de Abreu, de 50, e Peterson dos Santos Benetti, de 26 anos, já são réus em ação penal. As prisões ocorreram em dezembro do ano passado e em março e abril deste ano, mas divulgadas na manhã desta quinta-feira (25), pela Polícia Civil.
O delegado adjunto da DHPP da Serra, Daniel Fortes, explicou que anda não se sabe a motivação para o crime, mas que as investigações apontaram que Igor, preso na Serra em 10 de abril deste ano, contratou Celso (preso em Minas Gerais em março) para matar Fernando. Celso, por sua vez, terceirizou o crime e pagou Peterson para executar o empresário.
"O Igor seria a pessoa, até onde sabemos, o mandante do crime. Ele teria contratado o Celso, que tem uma fama na Serra de ser pistoleiro. O Celso terceiriza o serviço para Peterson"
Segundo o delegado, a investigação foi complexa. Em novembro de 2022, os três homens tramaram a ação e Peterson executou o crime. As vítimas estavam em um churrasco promovido por Marcos Frizera, em São Francisco, região da Grande Jacaraípe, quando Peterson chegou ao local de bicicleta e com uma pistola e atirou duas vezes pelas costas de Fernando, que morreu na hora. Os tiros atravessaram o corpo do empresário e acertaram Marcos, que também morreu, e a esposa dele – atingida na mão.
Segundo o delegado Daniel Fortes, as duas vítimas não tinham envolvimento com nada ilícito. Fernando planejava terminar um curso de gastronomia para se mudar para Minas Gerais e ficar próximo dos filhos.
Os três detidos não confessam o crime e, por essa razão, a polícia ainda não chegou a motivação. Igor conheceu Celso em uma oficina de carros. Já Peterson era conhecido de Celso e tem envolvimento com tráfico de drogas e em homicídios na Serra.
A Polícia Civil chegou até os suspeitos com ajuda de imagens de videomonitoramento que mostram a caminhonete de Igor, usada por Celso, próximo ao local do crime e Peterson de bicicleta.
Após o crime, Celso ajuda o executor a fugir. Além disso, antes de fugir para Minas Gerais, Celso usou o mesmo veículo para ameaçar sua ex-mulher.
“Igor ajudou Celso a fugir para Minas Gerais. Antes de fugir, Celso usou o carro do Igor para ameaçar a ex-mulher e por causa dessa ameaça, que a polícia chegou ao Igor. Apesar das provas, os suspeitos negam”, afirmou o delegado Daniel Fortes.
Todos os envolvidos seguem presos, segundo a Polícia Civil.