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Publicado em 28 de novembro de 2022 às 13:12
A Polícia Civil investiga se o atentado em Aracruz, na última sexta-feira (25), provocado por um adolescente de 16 anos é um caso isolado ou se tem ligação com grupos nazistas no Estado. Quatro pessoas morreram nos ataques e mais de uma dezena ficou ferida.>
Durante coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (28), o secretário de Segurança de Estado de Segurança, coronel Marcio Celante, afirmou que a polícia vai investigar a possível existência de grupos nazistas no Estado.>
Marcio Celante
Secretário de SegurançaSobre o atentado no Norte capixaba e uma tentativa em uma escola de Jardim da Penha, em Vitória, o secretário destacou a importância da união entra a escola e a família. >
“A gente observa a necessidade de uma atenção muito maior por parte da família, do Estado, o que já está acontecendo, uma junção de esforços: família, escola e Estado. Nós temos na sociedade muitas pessoas doentes que precisam ser acompanhadas”, avaliou.>
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O titular da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Aracruz, delegado André Jaretta, por sua vez, destacou a ligação do jovem com o nazismo. No entanto, não confirmou se o adolescente estava em algum grupo relacionado ao tema.>
"Em uma análise preliminar, já constatamos que era um simpatizante de ideias nazistas. Mas não está confirmado se ele participou de algum grupo ligado ao tema. Perguntamos, buscamos aprofundar, mas o depoimento dele não é a única forma de investigação”, informou.>
No primeiro depoimento prestado horas depois do atentado, o adolescente teria negado estar ligado com outras pessoas. >
"Ele disse que não estava ligado a outras pessoas", declarou Jaretta. Questionado se o atirador queria servir como "exemplo" a outros adolescentes, o delegado disse que o jovem também teria negado essa hipótese. >
O atentado ocorreu na manhã de sexta-feira (25), pouco antes das 10 horas, quando um adolescente de 16 anos entrou primeiramente na Escola Estadual Primo Bitti, quebrando o cadeado e invadindo a sala de professores. Lá, ele atirou em 11 pessoas: duas educadoras — Cybele Passos Bezerra, 45 anos, e Maria da Penha Banhos, 48 — morreram no local. A professora Flávia Amboss Merçon Leonardo, de 38 anos, faleceu um dia depois, na tarde de sábado (26). >
Ainda na sexta, após o primeiro ataque, o atirador entrou em um veículo modelo Renault Duster, de cor dourada, com as placas cobertas, e foi para o Centro Educacional Praia de Coqueiral (CEPC), a cerca de um quilômetro de distância da instituição estadual. Na escola particular, o criminoso atingiu três pessoas e a aluna Selena Sagrillo Zuccolotto, de 12 anos, morreu na hora. >
Filho de policial militar, o adolescente entrou nas escolas usando roupa camuflada e, em uma braçadeira, carregava uma suástica, símbolo do nazismo. Ele planejava o crime havia dois anos, conforme dados iniciais da investigação. >
Após ser detido, o adolescente confessou o crime. Ele usou uma arma da Polícia Militar, que pertencia ao pai, e outra particular para atirar em professores e alunos. O nome dele não está sendo divulgado por se tratar de um menor de idade, como prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (Ecriad).>
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