PF faz operação contra tráfico internacional de armas no ES e em mais sete Estados

Cerca de 130 policiais federais estão cumprindo 25 mandados de busca apreensão e um mandado de prisão preventiva. Segundo a Polícia Federal, investigações apontam que as armas entravam no Brasil com a ajuda de atravessadores paraguaios

Publicado em 29/07/2020 às 08h08
Atualizado em 30/07/2020 às 08h58
PF deflagra operação contra tráfico internacional de armas em oito estados
Operação. Crédito: Divulgação/PF

Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (29) a Operação Mercado de Armas – como foi batizada – contra o tráfico internacional de armas no Espírito Santo e em mais sete Estados. As investigações apontam que armas eram importadas de forma ilegal do Paraguai e distribuídas pelo país.

Cerca de 130 policiais federais estão cumprindo 25 mandados de busca apreensão e um mandado de prisão preventiva, autorizados pela 13ª Vara Federal de Curitiba, nos seguintes Estados:

  • Paraná
  • Ceará
  • Espírito Santo
  • Minas Gerais (um mandado de prisão)
  • Rio de Janeiro
  • Rio Grande do Sul
  • São Paulo
  • Sergipe

De acordo com a polícia, a operação foi deflagrada após armas serem apreendidas escondidas em meio a equipamentos eletrônicos, como rádios, panelas elétricas e climatizadores, que eram transportados pelos Correios e transportadoras privadas. A Polícia Federal informou que as investigações apontam que as armas entravam no Brasil com a ajuda de atravessadores paraguaios.

Informações divulgadas pela Polícia Federal apontam que um dos acessórios importados do Paraguai e comercializado pelos investigados é o denominado Kit Roni que, em um de seus modelos para uso exclusivo com pistolas de airsoft, era transformado para uso com armas de fogo e munições reais, tornando o equipamento em uma espécie de submetralhadora, podendo-se utilizar carregadores estendidos e seletores de rajadas.

Ainda segundo a PF, a importação desse acessório era realizada de forma ilegal, sem os certificados necessários e vendidos por plataformas virtuais sem notas fiscais.

A Polícia Federal também informou que os investigados serão indiciados pelos crimes de tráfico internacional de armas de fogo e acessórios, associação criminosa, falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de dinheiro. Se condenados poderão ter penas de até 12 anos de prisão.

Se você notou alguma informação incorreta em nosso conteúdo, clique no botão e nos avise, para que possamos corrigi-la o mais rápido possível

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.