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Oito meses depois, morte de diarista em Vila Velha segue sem resposta

Oito meses depois, morte de diarista em Vila Velha segue sem resposta

Iraci de Souza Teixeira, de 66 anos, desapareceu no dia 26 de abril do ano passado, no bairro Vale Encantado, e o corpo dela foi encontrado no dia 1º de maio

Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 16:01

A diarista Iraci de Souza Teixeira, de 66 anos, desapareceu em 26 de abril e teve o corpo encontrado em 1º de maio
A diarista Iraci de Souza Teixeira, de 66 anos, desapareceu em 26 de abril e teve o corpo encontrado em 1º de maio Crédito: Redes Sociais

Oito meses após o corpo da diarista Iraci de Souza Teixeira, de 66 anos, ser encontrado com sinais de violência no bairro Vale Encantado, em Vila Velha, o crime ainda não foi esclarecido. Até o momento, não houve divulgação de prisões nem informações oficiais sobre a motivação do assassinato. A vítima desapareceu em 26 de abril do ano passado e o corpo dela encontrado em 1º de maio. 

A reportagem voltou a procurar a Polícia Civil nesta segunda-feira (5) para saber se houve avanço na apuração do crime, mas a corporação informou apenas que o caso segue sendo investigado pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), evidenciando que, por conta do sigilo das investigações, não pode repassar detalhes neste momento.

De acordo com a Polícia Civil, equipes atuam para esclarecer os fatos e oferecer respostas aos familiares da vítima. "Informações e denúncias que possam contribuir com as investigações podem ser feitas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181, que funciona em todo o Estado", destacou.

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Laudo médico

Quando o caso completou quatro meses, a repórter Priciele Venturini, da TV Gazeta, apurou que o laudo do médico legista apontou a causa da morte como indeterminada. O documento também constatou que não houve violência sexual e que, embora o corpo apresentasse hematomas, não foram identificados traumas ou lesões graves capazes de provocar a morte. Devido ao avançado estado de decomposição em que o corpo foi encontrado, não foi possível realizar exames toxicológicos que indicassem um possível envenenamento. A família ainda espera por respostas.

Relembre o caso

Iraci saiu de casa para caminhar por volta das 8h15 do dia 26 de abril para realizar o percurso que costumava fazer todos os sábados, conhecido como "Reta do Vale" — nas proximidades da Escola Municipal Joffre Fraga, em Vale Encantado. Uma câmera de segurança flagrou a mulher deixando o prédio. Depois disso, a diarista não foi mais vista.

Iraci Teixeira foi vista pela última vez quando saiu para caminhar sábado (26).

No sábado mesmo, a filha mais nova de Iraci estranhou a demora da mãe em voltar da caminhada e foi até o apartamento dela. Na residência, a filha encontrou o celular da diarista em cima da cama.  A nora da diarista, Camila de Oliveira Silva Teixeira, informou que a sogra não saía para caminhar com o aparelho com medo de ser roubada. No domingo, os filhos da vítima já começaram a realizar buscas pela região e passaram em hospitais procurando pela mãe. Polícia Civil e Corpo de Bombeiros também estiveram no local onde ela fazia a caminhada.

Corpo encontrado 

O corpo da diarista foi localizado por um amigo da família que participava das buscas desde o desaparecimento da vítima, no sábado (26), quando ela saiu para caminhar.

No dia 1º de maio, o corpo de Iraci foi localizado por amigos da família em um terreno no final da Rua Monte Sinai, também em Vale Encantado, nas proximidades da Rodovia Leste Oeste. "Não esperava encontrar uma cena tão pesada. Uma cena de terror. Fico preocupado até na hora de dormir porque não é uma cena que você vai esquecer de uma hora para a outra", relatou um dos voluntários que participou das buscas.

Requintes de crueldade

O corpo estava em uma cova rasa, com mãos e pés amarrados e havia sinais de violência. O próprio delegado-geral da Polícia Civil do Espírito Santo, José Darcy Arruda, disse que o crime foi cometido com requintes de crueldade. "É alguém que não queria que fosse descoberto, por isso enterrou a vítima", detalhou. Veja:

Corpo de Iraci de Souza Teixeira, de 66 anos, foi encontrado com pés e mãos amarrados e afundamento de crânio; polícia investiga homem preso na região com uma arma

Homem preso com arma

No mesmo dia em que o corpo de Iraci foi encontrado, um homem foi preso com uma arma nas proximidades da casa onde a vítima morava, também em Vale Encantado. Na ocasião, o delegado Luiz Gustavo Ximenes disse que a polícia estava investigando se esse suspeito tinha relação com o assassinato da diarista. 

“Ele foi autuado por porte ilegal de arma de fogo. Estão sendo realizados levantamentos para ver a participação desse indivíduo, se ele realmente participou desse crime. Estamos analisando as câmeras de monitoramento e também aguardando o laudo cadavérico para verificar as lesões, se foram praticadas com arma branca”, afirmou em entrevista à TV Gazeta, na época.

Iraci de Souza Teixeira, conhecida como Graça, desapareceu na manhã do dia 26 de abril por Acervo familiar

O delegado-geral da PC afirmou que, no momento em que foi preso, o homem não tinha condições de prestar depoimento. “A pessoa estava totalmente alcoolizada, entorpecida, cheia de fezes, com falas desconexas. Aguardamos até a madrugada e a interrogamos. Ele nega veementemente, diz que não conhecia (a vítima). Mas isso não está descartado. Vamos buscar todas as informações”, explicou Arruda à época.

Denuncie

Informações que possam contribuir com o trabalho da polícia podem ser repassadas, de forma anônima, por meio do Disque-Denúncia 181. Quem preferir, pode denunciar pela internet.

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