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Morte na Darly Santos: motorista pode ir a júri popular por crime doloso

Acidente sofrido na Rodovia Darly Santos, em Vila Velha, em abril, matou a jovem Amanda Marques e deixou o companheiro dela hospitalizado. Motorista que bateu na moto do casal estava alcoolizado

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 05/05/2021 às 22h59
Amanda Marques e o namorado Matheus José. A moto em que eles estavam foi atingida por um carro em Vila Velha
Amanda Marques e o namorado Matheus José. A moto em que eles estavam foi atingida por um carro em Vila Velha. Crédito: Instagram

O motorista Wagner Nunes de Paulo, de 28 anos, responsável pelo acidente que matou a jovem Amanda Marques, de 20 anos,  deverá ser julgado pelo crime de homicídio na modalidade dolosa, ou seja, quando há intenção de matar. Desse modo, o julgamento da ação passa a ser realizado pela 4ª Vara Criminal de Vila Velha, devendo ir a Júri Popular. A defesa ainda pode recorrer.

A decisão foi tomada pela juíza Paula Cheim Jorge, nesta quarta-feira (05), após entendimento de que o crime não ocorreu por negligência, imprudência ou imperícia, o que significa dizer que não foi culposo. Inicialmente o acidente que acometeu o casal  era entendido como homicídio culposo, em que não se arrume o risco ou não há intenção de matar e fugia da competência do Tribunal do Júri.

O acidente aconteceu no dia 17 de abril deste ano, na rodovia Darly Santos, em Vila Velha. A jovem voltava para casa em uma moto conduzida pelo companheiro Matheus José Silva, de 23 anos, que precisou ficar hospitalizado.

A DEFESA DE WAGNER

O advogado Ramon Coelho Almeida, responsável pela defesa do motorista Wagner Nunes de Paulo, afirmou à reportagem de A Gazeta que "a defesa só irá se manifestar nos autos do processo a partir de agora".

RELEMBRE O CASO

O acidente que tirou a vida de Amanda Marques, 20 anos, e mudou drasticamente a de Matheus José da Silva, de 23, aconteceu na noite de 17 de abril deste ano. O casal estava de moto e voltava da casa da mãe da jovem pela Rodovia Darly Santos, em Vila Velha. Quando passavam pelo bairro Jardim Asteca, eles foram atingidos por um carro dirigido por Wagner Nunes de Paulo. Era Matheus quem pilotava a moto, modelo Honda XRE 300, no momento em que o Corolla, que seguia no mesmo sentido na pista, atingiu a traseira da motocicleta, segundo a Polícia Militar.

Moto Honda XRE envolvida no acidente que matou Amanda Marques na Rodovia Darly Santos, em Vila Velha
Moto Honda XRE envolvida no acidente que matou Amanda Marques na Rodovia Darly Santos, em Vila Velha. Crédito: Reprodução

Com a força do impacto, as vítimas foram arrastadas por cerca de 50 metros até o veículo parar. A jovem Amanda morreu ainda no local, enquanto o namorado foi socorrido em estado grave para o Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), em Vitória.

O motorista, identificado como Wagner Nunes de Paulo, de 28 anos, se recusou a fazer o teste de etilômetro no local do acidente, mas foi detido em flagrante após a batida e foi autuado inicialmente por homicídio culposo na direção de veículo automotor, crime previsto no artigo 302 do Código de Trânsito Brasileiro, como informou a Polícia Civil, por meio de nota, à ocasião.

Apesar de detido no local do acidente, Wagner Nunes de Paulo teria tentado arrancar com o carro para fugir, sendo impedido por testemunhas, que também afirmaram que o motorista estava embriagado e dirigindo em alta velocidade. Na ocasião, um policial civil amigo da família teria tentado retirá-lo da cena e ameaçado as pessoas.

Ele foi encaminhado para o Centro de Triagem de Viana no dia 18 de abril, onde passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva, a pedido do Ministério Público, prisão que ainda está mantida.

Após as investigações, a Delegacia de Delitos de Trânsito concluiu que o condutor tinha ingerido bebida alcoólica durante uma festa com amigos. Indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil, Wagner Nunes de Paulo está preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória de Viana II, segundo a Secretaria Estadual de Justiça (Sejus).

De acordo com o relatório do caso obtido pela TV Gazeta, o procedimento adotado no atendimento ao acidente teve várias falhas, incluindo a ausência de teste toxicológico (diante da recusa do bafômetro). Por isso, as condutas deveriam ser apuradas. A Polícia Civil e a Polícia Militar já afirmaram que vão investigar as atitudes.

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