O rompimento com o tráfico de drogas, fez com que Adriano Pereira Lopes, de 28 anos, passasse a ser alvo e por isso ele acabou assassinado por antigos parceiros. O crime aconteceu em 23 de junho do ano passado, em um lava a jato em Jardim Limoeiro, na Serra.
A Polícia Civil, por meio Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, prendeu quatro homens, apontados como autores do homicídio. São eles:
- Hudson Tiago da Silva, vulgo Maestro;
- Samuel Rangel Moreira, vulgo Zói;
- Eduardo Luís de Almeida, vulgo Nem Mizura;
- Diego Manhaes de Jesus.
Tráfico de drogas
De acordo com as investigações, a motivação do crime está relacionada ao tráfico de drogas do bairro Central Carapina, também na Serra. Segundo a polícia, Adriano teve envolvimento com o grupo à frente do comércio de entorpecentes, mas rompeu com o mesmo e passou a ser alvo dos antigos parceiros. No decorrer da investigação, foram apreendidas pela DHPP Serra sete armas de fogo no bairro onde acabou executado.
"A vítima gerenciava o tráfico de drogas até 2017 e houve um desentendimento da vítima com os traficantes locais por ponto de vendas de drogas. Após esse desentendimento, a vítima foi expulsa do bairro e passou a ser ameaçada de morte. Inclusive, o Samuel estava oferecendo R$ 3 mil pela cabeça da vítima", explicou o chefe da DHHP Serra, delegado Rodrigo Sandi Mori.
Os tiros foram disparados durante o dia, no interior de um lava a jato. Adriano era cliente do estabelecimento e foi até o local no dia do crime. O que a não vítima sabia é que um dos funcionários do estabelecimento, um adolescente de 17 anos, era sobrinho de um dos rivais.
Avisados pelo menor de idade, os criminosos chegaram em duas motos, dois deles desceram e atiraram. Os sons dos tiros foram capturados por um estabelecimento próximo (veja no vídeo acima). Adriano foi executado com 14 tiros.
Liderança presa
Um dos presos é Hudson Tiago da Silva, vulgo Maestro, era chefe do tráfico de drogas de uma região conhecida como “Vala”, que fica em Central Carapina. Ele aparece em imagens ostentando em uma lancha, na Baía de Vitória.
"Ele (Hudson) é extremamente perigoso, articulado, residia fora do bairro. Costumava ostentar em festas que realizava com o dinheiro do tráfico. Inclusive, em vídeos obtidos durante a investigação, um mês antes de ser preso, ele comemorou o aniversário em uma festa a bordo de uma lancha na Baía de Vitória repleta de traficantes "
Durante as investigações, a polícia também prendeu outro homem suspeito de ligação com o tráfico em Central Carapina. Gabriel de Souza Lacerda já era procurado por participação em outros homicídios.
Com informações de Priciele Venturini, da TV Gazeta