Homem é perseguido, atira contra a PM e abandona artefato explosivo na Serra
Para fugir da abordagem da Polícia Militar, um motorista de um Toyota Corolla preto invadiu calçadas, trocou tiros com os militares e abandonou um artefato explosivo em uma rua do bairro Serra Dourada III, na Serra, nesta quarta-feira (20).
Na ocorrência consta que os policiais realizavam patrulhamento na Rua Xingu, em Serra Dourada II, quando foram informados que um homem conduzindo um Corolla preto estaria armado pela região.
Quando passavam pela Rua Brasília, no mesmo bairro, eles viram o veículo saindo da Rua Gerânio em direção à Avenida Brasília. Os PMs perseguiram o suspeito e ele, então, acelerou o veículo, passou ao lado da viatura e avançou sobre a calçada.
Segundo os policiais, o motorista seguiu em alta velocidade com destino ao bairro Serra Dourada III. Na Rua Curió, o indivíduo parou o carro e desceu. Neste momento, os agentes de segurança perceberam que o homem estava armado.
Após desobedecer a ordem de parar, o suspeito teria atirado nos militares. Os PMs revidaram e dispararam, ao todo, 14 vezes na direção do criminoso. Ele correu, pulou o muro de um terreno baldio e fugiu direção a uma vegetação.
Dentro do carro abandonado foram encontrados um aparelho celular, uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e uma bucha de maconha. Perto do veículo foram deixados um carregador de pistola, sem munição, e um artefato explosivo.
O Esquadrão Antibombas da PM foi acionado e detonou o objeto. O material apreendido foi entregue na 3ª Delegacia Regional da Serra. O carro foi encaminhado para um pátio credenciado ao Detran-ES.
MAIS DE 20 BOMBAS NO ES
Dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) apontam que o Estado registrou 25 ocorrências relacionadas a artefatos explosivos. Nesta terça-feira (19), um objeto suspeito foi localizado em Bento Ferreira, em Vitória.
De acordo com o secretário estadual de Segurança Pública, Alexandre Ramalho, os materiais são encontrados em locais onde há grupos de traficantes. São explosivos artesanais, improvisados, que os próprios criminosos fabricam ou compram.
“Temos percebido aumento de apreensões e um descuido disso em determinados locais. São explosivos que não retornaram por desconhecimento deles. Às vezes não sabe nem qual é o mecanismo de acionamento deles. É extremamente perigoso nas mãos de pessoas inadequadas”, afirma Ramalho.