> >
Gerente de Proteção à Mulher no ES chora ao comentar morte de chefe da Guarda

Gerente de Proteção à Mulher no ES chora ao comentar morte de chefe da Guarda

Delegada da Sesp, Michele Meira se emocionou ao falar do feminicídio de Dayse Barbosa e alertou para a violência contra mulheres, inclusive na segurança pública

Sara Oliveira

Repórter / [email protected]

Publicado em 23 de março de 2026 às 11:47

A Gerente de Proteção à Mulher da Secretaria Estadual de Segurança Pública, delegada Michele Meira, se emocionou ao falar sobre a morte da comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa Mattos.

A gerente de Proteção à Mulher da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), delegada Michele Meira, se emocionou ao falar sobre o feminicídio da comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa Mattos, morta pelo namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza. Após o crime, ele tirou a própria vida.

Durante entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (23), a delegada chegou a chorar ao comentar o caso e destacou a gravidade da violência contra a mulher, inclusive entre profissionais da segurança pública.

Essa é a entrevista mais difícil que eu já fiz em toda a minha carreira. É um dia triste para todos nós aqui no Estado. Recebemos a notícia da morte da comandante Dayse com muita indignação e surpresa

Delegada Michele Meira

Gerente de Proteção à Mulher da Sesp

A delegada ressaltou que conviveu com Dayse e participou, ao lado dela, de ações voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher. “A perda da comandante, da forma como ocorreu, é irreparável — para a instituição e para a família. Mas também acende um alerta sobre a persistência da violência contra a mulher”, pontuou.

Segundo Michele Meira, é preciso dar visibilidade aos desafios enfrentados por mulheres que atuam na segurança pública, especialmente quando são vítimas de violência doméstica.

“Muitas vezes, essas mulheres se sentem envergonhadas e com medo da repercussão que isso pode ter na carreira e no trabalho. Por isso, acabam não buscando ajuda. É muito importante que a gente passe a olhar para as mulheres da segurança pública que sofrem violência doméstica, porque é algo que nos atinge de forma significativa”, concluiu.

Este vídeo pode te interessar

  • Viu algum erro?
  • Fale com a redação

Tópicos Relacionados

guarda municipal

A Gazeta integra o

The Trust Project
Saiba mais