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Prejuízo de R$ 1,4 milhão

Empresário extorquido por vizinhos no ES: veja como família do crime agia

Com o dinheiro adquirido, a organização criminosa realizou compras de produto de luxo. Todos os bens foram bloqueados pela Justiça

Publicado em 18 de Janeiro de 2024 às 12:01

Redação de A Gazeta

Publicado em 

18 jan 2024 às 12:01
Proximidade, disfarce da voz, troca de mensagens e um golpe a longo prazo: assim agia a família acusada de extorquir um empresário de 68 anos, vítima de um prejuízo que chegou a R$ 1,4 milhão. Três dos quatro indivíduos presos são de uma mesma família, que havia recebido ajuda financeira do idoso há cerca de 20 anos. Com o dinheiro adquirido através do crime, a organização realizou compras de produto de luxo, entre eles dois carros - um Jeep Compass e um HB20 – e um apartamento em Cariacica. Todos os bens citados foram bloqueados pela Justiça.
Os quatro suspeitos vão responder por extorsão majorada – feita por mais de duas pessoas – e associação criminosa, conforme destacou a Polícia Civil. As penas, somadas, podem chegar a 15 anos de prisão. O delegado Gabriel Monteiro, titular do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), classificou o grupo como "perverso".

Mas como a família agia? Entenda ponto a ponto:

Proximidade 
  • A família acusada do crime mora no bairro Morada de Laranjeiras, na Serra, assim como o idoso vítima do golpe. A vítima, que atua no ramo de transportes, era próxima das pessoas que integram a organização e chegou a emprestar dinheiro para a família há cerca de 20 anos.
Disfarce da voz
  • Para despistar a polícia e a própria vítima, os suspeitos utilizavam um aplicativo que alterava a voz durante ligações telefônicas. Os aparelhos celulares com os quais realizavam as ameaças também eram comprados em nome de pessoas sem envolvimento no esquema.
Fotos serviam como ameaça
  • Segundo a Polícia Civil, os criminosos tiravam fotos de locais específicos como forma de ameaça: endereço de trabalho do idoso e a escola onde as netas estudam, por exemplo. O grupo enviava mensagens dizendo que os traficantes de Cariacica iriam sequestrar a neta e a esposa da vítima caso ele não pagasse determinada quantia.
Troca de mensagens
  • A estratégia da organização consistia em enviar fotos e vídeos por meio de um aplicativo de mensagens, afirmando que matariam o idoso e os familiares dele em troca de dinheiro. Em uma das ameaças, os suspeitos utilizaram até a foto de uma pistola.
Golpe a longo prazo 
  • O delegado Gabriel Monteiro explicou que o crime foi praticado por dois anos. No início, os suspeitos pediam R$ 10 mil. Mas o idoso já chegou a pagar R$ 100 mil de uma única vez.
 Conforme divulgado pela corporação, o grupo, que atualmente está atrás das grades, era formado por quatro pessoas:
  • Jenifer Albano Oracio, de 35 anos (filha)
  • Keila de Souza Rangel, de 33 anos (amiga)
  • Diosef Oracio, de 37 anos (filho)
  • Marly Albano Oracio, de 58 anos (mãe)
Os integrantes da quadrilha enviavam fotos de armas para o idoso ameaçando matar os familiares dele
Os integrantes da quadrilha enviavam fotos de armas para ameaçar a vítima Crédito: Divulgação/Polícia Militar
Uma das filhas, Jenifer Albano Oracio, de 35 anos, é apontada pela corporação como a mentora das extorsões. Alguns empréstimos foram feitos pelo idoso para pagar a quadrilha, que exigia os valores via Pix ou em dinheiro em espécie.
Ainda conforme o delegado, a prisão do primeiro suspeito ocorreu no dia 15 de novembro de 2023. Após seis meses de investigação, foi possível conseguir os endereços de todos os envolvidos, mas apenas o filho de 37 anos acabou localizado. Questionado sobre o paradeiro das comparsas, ele não soube informar. As suspeitas foram detidas em uma pousada em Ponta da Fruta, em Vila Velha.
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