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Após longa investigação

Dois são presos por morte de artista plástico em Cariacica

Caso aconteceu em outubro de 2023; suspeitos usaram drogas com a vítima, roubaram os pertences dela e depois cometeram o crime

Publicado em 04 de Setembro de 2025 às 18:38

Nayra Loureiro

Publicado em 

04 set 2025 às 18:38
Dois homens foram presos por envolvimento na morte do artista plástico Aroldo Vieira Campos Júnior, de 59 anos, ocorrida no dia 26 de outubro de 2023, no bairro Cruzeiro do Sul, em Cariacica. A vítima foi assassinada durante um encontro com os suspeitos, que usaram drogas com ele, o mataram e roubaram objetos da casa dele. Os presos foram identificados como Hudson Cardoso Sant’Anna, de 39 anos, e Chaylom Paulino Soares, de 31 anos.
Hudson Cardoso Sant’Anna, de 39 anos, e Chaylom Paulino Soares, de 31 anos, estão presos e devem responder pela morte do artista plástico Aroldo Vieira Campos Júnior
Hudson Cardoso Sant’Anna, de 39 anos, e Chaylom Paulino Soares, de 31 anos, estão presos e devem responder pela morte do artista plástico Aroldo Vieira Campos Júnior Crédito: Divulgação | Polícia Civil
Hudson foi capturado no bairro São Francisco, em Cariacica, na última segunda-feira (1). Já Chaylom já se encontrava preso desde 2023 por um homicídio qualificado em Santa Maria de Jetibá. Ambos foram denunciados pelo Ministério Público por latrocínio consumado (roubo seguido de morte), e tiveram mandados de prisão expedidos.
De acordo com o delegado Luiz Gustavo Ximenes, titular da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV), as investigações contaram com o apoio da perícia criminal e do serviço de inteligência da Polícia Civil. A apuração apontou que a vítima era usuária de drogas e costumava receber conhecidos em casa. Hudson e Chaylom tinham amizade com Aroldo e também faziam uso de entorpecentes com ele.
No dia do crime, os dois suspeitos e a vítima usaram drogas juntos no Trevo de Alto Lage, em Cariacica. Em seguida, por volta das 21h, os três foram para a casa de Aroldo. Segundo a polícia, aproximadamente às 3h da madrugada, Hudson e Chaylom retornaram ao trevo sem Aroldo, já com alguns dos bens da vítima — um aparelho de televisão, um celular, um roteador Wi-Fi e o veículo — e passaram a tentar vender os objetos. “A gente conseguiu identificar uma testemunha que estava nesse local do fato e disse que eles usavam entorpecentes nesse local e também logo após a prática criminosa contra a vítima”, afirmou o delegado.
O corpo de Aroldo foi encontrado com pés, mãos e boca amarrada, além de sinais de agressões. De acordo com o perito Carlos Alberto Dal-Cin, a perícia constatou múltiplas lesões contusas, o que confirma que ele foi morto de forma violenta. A análise necroscópica também foi fundamental para determinar a hora da morte, que ajudou a vincular os suspeitos ao crime.
Hudson tentou fugir, mas foi preso pela equipe da DFRV. Ele tem várias passagens pela polícia, inclusive por roubo com restrição de liberdade, praticado em janeiro de 2024 contra uma mulher grávida. Segundo a polícia, ele também é apontado como um dos participantes da gangue da Hilux, ligada a crimes de roubo de veículos sob o comando de um criminoso conhecido como Filipe da Vitória.
O segundo envolvido, Chaylom, foi identificado por uma testemunha por meio de reconhecimento fotográfico na delegacia. A testemunha é um morador de rua que também estava no Trevo de Alto Lage e teria sido abordado pelos suspeitos logo após o crime. “A gente tirou esse morador de rua do presídio e ele indicou que o Hudson foi o autor do crime contra o Aroldo”, relatou o delegado Luiz Gustavo.
A investigação foi considerada complexa pela Polícia Civil e só foi concluída graças ao cruzamento de informações da perícia, depoimentos de testemunhas e ferramentas de inteligência. “Acho que esse foi o inquérito mais difícil da minha carreira. A gente teve que alinhar muitos elementos para chegar à autoria. A perícia nos ajudou com o horário da morte e a prova testemunhal foi fundamental para fechar o caso”, afirmou o delegado.
A reportagem procura a defesa dos suspeitos e o espaço segue aberto para a manifestação.

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