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Em 8 de abril

Discussão por ar-condicionado foi estopim para morte de casal em Cariacica

Daniele Toneto, de 45 anos, e Francisca Chaguiana Dias Viana, de 31, foram mortas a tiros por um policial militar, ex-marido de uma mulher com quem as duas haviam discutido

Publicado em 17 de Abril de 2026 às 15:56

Mikaella Mozer

Publicado em 

17 abr 2026 às 15:56
Discussão entre casal e ex-esposa de PM em Cariacica teria começado por causa de um ar-condicionado.
Discussão entre casal e ex-esposa de PM em Cariacica teria começado por causa de um ar-condicionado. Ronaldo Gomes

O policial militar Luiz Gustavo Xavier do Vale, preso pelas mortes de Daniele Toneto, de 45 anos, e Francisca Chaguiana Dias Viana, de 31, foi até o bairro Cruzeiro do Sul, em Cariacica, na Grande Vitória, no dia 8 de abril, atrás das vítimas, após saber de uma discussão delas com a ex-mulher, que teria começado por causa de um ar-condicionado.


A ex-esposa do policial e as duas vítimas moravam no mesmo prédio, mas em andares diferentes, e dividiram o padrão de energia. Conforme vizinhos, o casal e a ex do PM já tinham histórico de desentendimentos. 


A situação pirou semanas após a instalação do objeto. Isso porque Daniele notou um desgaste na fiação do padrão de energia do prédio. Ela então chamou um eletricista, que informou sobre a possibilidade de um curto-circuito, pois os fios estavam sobrecarregados.

Casal morto por PM em Cariacica morava no prédio há um ano
Casal morto por PM em Cariacica morava no segundo andar do prédio havia cerca de um ano Ronaldo Gomes

Com o veredito, o casal e outros vizinhos pediram um uso reduzido do ar-condicionado. A redução do funcionamento do objeto impactava ainda mais as vítimas, pois quem mora próximo contou que as três dividiram o valor da conta. 


Conforme moradores, Daniele e a ex-companheira do PM tinham um comportamento difícil. No dia do crime, a utilização do aparelho de controle térmico voltou à discussão entre as três. Um vizinho gravou parte da briga. Ouça:

Chamado do Ciodes

Após a discussão, Daniele e Franscisca ligaram para o Centro Integrado Operacional de Defesa Social (CIODES/190) menos de 20 minutos antes de serem mortas. 


A informação sobre a ligação feita às 9h46 da manhã foi passada ao g1 ES pela irmã de Francisca, a vendedora Francisca das Chagas Dias Viana, 37 anos, que ficou com o aparelho celular da irmã desde a morte (veja na foto abaixo).


Uma câmera de segurança da rua onde tudo aconteceu gravou desde a chegada das viaturas até o momento dos tiros à queima-roupa. Às 10h02, uma primeira viatura chega ao bairro, e Francisca acena para os policiais. 


Menos de um minuto depois, às 10h03, cabo do Vale aparece com outros quatro policiais, seguindo a pé em direção ao casal, já com a arma na mão. Em menos de 10 segundos, Daniele e Franscisca são baleadas no meio da via e morrem no local. 


Print do celular de Francisca Chaguiana Dias Viana, morta por PM em Cariacica, mostra que ela ligou para o Ciodes cerca de 20 minutos antes do crime
Print do celular de Francisca Chaguiana Dias Viana, morta por PM em Cariacica, mostra que ela ligou para o Ciodes cerca de 20 minutos antes do crime Acervo pessoal

Planos de adoção 

Com quase oito anos de relacionamento, o casal tinha comprado a casa há cerca de um ano. O sustento da família vinha da venda de alimentos, como doces e pimenta, de forma autônoma. Já com a vida mais estabelecida, ambas planejavam adotar uma criança em breve.

Print do celular de Francisca mostra que ela e a companheira iram adotar uma criança
Print do celular de Francisca mostra que ela e a companheira estavam na fila para adotar uma criança Acervo pessoal

Casos antigos 

Vizinhos relataram à reportagem da TV Gazeta que Luiz Xavier conhecia as mulheres, pois visitiva a ex e o filho. Segundo os moradores, ele tem história de confusão na região.


Uma delas contou já ter visto ele andando com arma na mão. Outro comentou sobre o PM ter atirado no chão em uma noite após um homem bêbado o incomodar no meio da rua. A TV Gazeta apurou que o policial também possui registros processuais por casos de agressão e investigação de outros homicídios. 

 

O policial está preso no Quartel Militar e irá responder pelo crime na Justiça comum. Além dele, os outros seis agentes foram afastados por decisão judicial por omissão ao verem o colega de farda matar as mulheres.  


*Com informações do g1 ES

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