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Publicado em 27 de março de 2026 às 17:38
Uma diarista de 36 anos foi presa preventivamente por furtar o notebook de um imóvel onde trabalhava em Itapoã, em Vila Velha. O crime ocorreu no dia 20 de março deste ano, mas a prisão aconteceu nesta sexta-feira (27) em Parque Residencial Laranjeiras, na Serra, por ordem judicial expedida pelo Juízo da 1ª Vara Criminal da cidade canela-verde. Essa é a terceira vez que a suspeita, identificada como Andreia Cardoso de Jesus Santos, é presa pelo mesmo tipo de crime.>
Em março e novembro de 2025, ela foi encaminhada ao sistema prisional por furtar joias, dinheiro e fotografar os cartões das vítimas para realizar compras de outros imóveis onde prestou serviços. >
Ao todo, o prejuízo chega a R$ 500 mil. Contra ela já foram registrados mais de dez boletins de ocorrência. Segundo o titular do 7º Distrito Policial de Vila Velha, delegado Carlos Vitor Almeida, ela atuava em plataforma de contratação de diaristas.>
Ao chegar nas residências de quem pagava pelo trabalho dela, Andreia pegava os objetos pessoais dos proprietários das casas. O delegado ainda disse que ela se aproveitava da confiança dos contratantes ao ficar sozinha. >
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Em coletiva de imprensa em março do ano passado, a corporação detalhou a forma de agir da suspeita. Além de ir aos locais como Andreia, de acordo com a corporação civil, ela também se passava por outras diaristas. Para isso, utilizava-se de identidades falsas e de outras trabalhadoras que haviam sido realmente contratadas por aplicativos ou empresas especializadas em serviços domésticos. >
Conforme as investigações, o esquema envolvia, além do roubo de joias, fotografar cartões bancários e documentos das vítimas durante os atendimentos.>
Com esses dados, ela causava prejuízos financeiros e ainda utilizava as informações para se cadastrar, com nomes de terceiros, em plataformas de prestação de serviço. Dessa forma, conseguia aplicar novos golpes em aplicativos e sites diversos.>
Ao menos três casos seguiram esse mesmo padrão. Em um deles, Andreia furtou documentos da vítima e usou os dados para abrir cadastros falsos. A mulher chegou a utilizar o nome de outra diarista em um golpe recente que levou ao furto de cerca de R$ 20 mil em joias em uma residência no bairro Itapuã, em Vila Velha. >
Embora as duas se conhecessem, a polícia não encontrou indícios de cumplicidade. O caso segue em investigação para descobrir como o nome dela foi parar nos sistemas de cadastro utilizados por Andreia.>
Como era identificada pelo aplicativo por outro nome, e no site especializado não constava foto, a dona da casa confiou e não percebeu que seria um golpe. Nesse caso, a falsa diarista chegou à casa da vítima por volta das 8h e deixou o local pouco antes das 11h, alegando que o filho havia passado mal.>
Logo depois, a moradora percebeu o sumiço das joias. Ao entrar em contato com a empresa responsável, descobriu que a verdadeira diarista era outra pessoa — que não esteve na residência naquele dia. Após denúncia da vítima nesse último caso, a investigação da Polícia Civil conseguiu antecipar mais um golpe e a prendeu em flagrante quando se preparava para cometer o mesmo crime em outra residência.>
Além do prejuízo financeiro, houve um prejuízo sentimental, já que uma das joias roubadas era da bisavó da vítima. Na época, no momento em que foi presa, Andreia demonstrou frieza e ironia, perguntando aos policiais se iria “ficar famosa” e se apareceria na televisão.>
A reportagem tenta localizar a defesa e o espaço segue aberto para um posicionamento.>
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