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Empresários voltam a reclamar de invasão da área da Samarco no ES

Documento é assinado pelos membros do Fórum de Entidades e Federações do Espírito Santo, que representa grande parte do PIB capixaba

Vitória
Publicado em 26/03/2026 às 19h36
Famílias Sem Terra ocupam terras da Samarco no ES e cobram reforma agrária
Movimento Sem Terra ocupa área da Samarco no Espírito Santo. Crédito: Divulgação/ MST

Em nota assinada pelos presidentes da Federação das Indústrias do Espírito Santo, Paulo Baraona, Federação do Comércio, Idalberto Moro, Federação da Agricultura, Júlio Rocha, Federação dos Transportes, Renan Chieppe, e do Espírito Santo em Ação, Fernando Saliba, o Fórum de Entidades e Federações do Espírito Santo (FEF) voltou a reclamar da invasão de áreas da Samarco por parte do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O local está ocupado desde o dia 9 de março.

A desocupação, por determinação da Justiça, seria feita, nesta quarta-feira (25), pela Polícia Militar. Mas o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), com apoio da Defensoria Pública e do Ministério Público, solicitou prazo de 60 dias para o cadastro das famílias.

"O Fórum de Entidades e Federações do Espírito Santo manifesta, mais uma vez, repúdio e considera inaceitável a invasão de áreas operacionais da Samarco. Desde o início de março, a propriedade da Ponta Ubu Agropecuária, no Espírito Santo, foi invadida por trabalhadores rurais, o que levou ao ajuizamento de ação de reintegração de posse com pedido liminar, concedido no dia seguinte pela Justiça de Anchieta. O FEF reitera que o direito constitucional à livre manifestação e à organização coletiva não autoriza a ocupação de propriedade privada, a interrupção de atividades produtivas regularmente licenciadas, nem a obstrução de vias e infraestruturas essenciais à logística e ao escoamento da produção. o desenvolvimento sustentável do Espírito Santo exige a conciliação entre produção, trabalho decente, proteção ambiental e respeito às decisões judiciais. Episódios como este comprometem a segurança jurídica, desorganizam cadeias econômicas, afastam investimentos e colocam em risco empregos presentes e futuros, em desacordo com o interesse público e com o propósito de impulsionar o desenvolvimento do Estado", diz a nota.

O MST quer que parte do dinheiro do acordo feito por causa do rompimento das barragens de Mariana, em 2015, vá para a reforma agrária.

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