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Publicado em 12 de novembro de 2025 às 20:26
Corte de energia, câmeras de segurança pichadas, um caminhão e outros quatro veículos envolvidos. Tudo isso fez parte da articulação de um furto milionário em um depósito da empresa Boticário em Chácara Parreiral, na Serra. O crime foi cometido em 2 de março, um domingo, por uma quadrilha com seis integrantes. Desses, cinco foram presos em 24 de outubro, mas a divulgação das prisões ocorreu nesta quarta-feira (12), em coletiva de imprensa da Polícia Civil do Estado do Espírito Santo (PCES). >
Toda a ação da quadrilha que furtou mais de R$ 1,5 milhão em cosméticos foi coordenada e começou um dia antes, quando os suspeitos vieram de São Paulo para o Espírito Santo. Segundo o chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), o delegado Gabriel Monteiro, a quadrilha teria se hospedado em uma pousada em Ponta da Fruta, Vila Velha. A intenção era conhecer o funcionamento do depósito, para saber como agir no dia seguinte. >
“Eles têm essa marca de atuação. Chegam no dia anterior para fazer o levantamento de todo o depósito e ver como é o movimento e voltam um dia depois para cometer o crime. Essa organização criminosa só age nos finais de semana, por ter menos pessoas na rua e menos vigilância”, disse Monteiro.>
No dia do crime, Vinicius Farias Primo Nobre, apontado como o líder da organização criminosa, aparece em uma imagem utilizando um equipamento para cortar a energia de um poste da rua. Vigilantes chegaram a ir ao local, mas não detectaram nenhum sinal de arrombamento e deixaram a área. Após isso os homens voltaram, picharam as câmeras, interromperam o sistema de videomonitoramento e, com ajuda de um caminhão e mais dois veículos, eles arrombaram o depósito e furtaram os produtos.>
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No total, cinco ou seis veículos fizeram parte do crime, conforme aponta a análise da Polícia Rodoviária Federal. Dois deles seriam um Toyota Corolla e um Ford Ka que, segundo o delegado da Deic, rondaram a região do depósito no dia anterior. >
“Para vocês verem o alto grau de especialização desses indivíduos: além de cortarem energia, também desligaram o vídeo monitoramento de vizinhas, picharam com spray a câmera que poderiam captá-los e agiram com placas clonadas”, destaca o delegado Ricardo Almeida, que comanda a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core).>
A prisão dos cinco ocorreu em São Paulo, com o apoio da Core e da Polícia Civil de São Paulo. Na casa deles, foram encontrados produtos lacrados não apenas da Boticário, mas também de outras marcas. >
O sexto integrante, identificado como Alexander Andreazzi, de 28 anos, segue foragido. Ele teria sido responsável por negociar o material furtado. Segundo o delegado Gabriel, todos os suspeitos possuem passagens pelo sistema prisional por crimes patrimoniais.>
Conforme o Delegado-geral da PCES, José Darcy Arruda, essa quadrilha é especializada em furtos desse tipo e pode estar associada ao crime organizado. Segundo Arruda, é comum que organizações criminosas comprem franquias por meio de “interpostos”, pessoas sem ficha criminal. >
“Eles pegam esse material e colocam nas franquias. Não tem nota fiscal, não custou nada, então esse dinheiro vai ser todo revertido para o crime de uma forma muito tranquila”, explica. “Eles praticam esse tipo de crime para movimentar seu estoque, que entra de uma forma clandestina, é vendido e o dinheiro é lavado”.>
O delegado Gabriel explica que a investigação será aprofundada junto à Polícia Civil de São Paulo. Agora, o foco são os receptores dos produtos furtados.>
*Este conteúdo foi escrito por uma aluna do 28º Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta, sob supervisão de Murilo Cuzzuol. >
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