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Corpos carbonizados em carro na Serra eram de casal de Santa Leopoldina

A identidade de Priscila Rodrigues, que faria 31 anos nesta segunda-feira (2), foi confirmada por exames de DNA, segundo familiares; a outra vítima seria companheiro dela

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 03/08/2021 às 19h24
Atualizado em 04/08/2021 às 19h18
Priscila Rodrigues, que completaria 31 anos nesta segunda-feira (2), teve a identidade confirmada pelo irmão
Priscila Rodrigues, que completaria 31 anos nesta segunda-feira (2), teve a identidade confirmada pelo irmão. Crédito: Arquivo Pessoal

Uma das vítimas encontradas dentro de um carro incendiado na Serra em junho deste ano foi identificada por familiares como Priscila Rodrigues. Ela era do município de Santa Leopoldina e faria 31 anos nesta segunda-feira (2). A identidade dela foi confirmada por exames de DNA, segundo o irmão Edson Gonoring Rodrigues, que esteve no Departamento Médico Legal (DML) de Vitória nesta terça-feira (3). A Polícia Civil confirmou que o corpo foi liberado do DML, mas o laudo ainda não foi encaminhado ao delegado responsável pelo caso. O outro corpo carbonizado seria do companheiro de Priscila, segundo Edson, mas a identificação não foi confirmada oficialmente.

De acordo com o irmão da vítima, a confirmação da identidade de Priscila traz, ao mesmo tempo, os sentimentos de alívio e de tristeza. Ele contou que a família estava na expectativa do resultado, que saiu no dia do aniversário dela.

"Ela era uma pessoa boa, trabalhadora, que todo mundo na cidade gostava dela. Ela fazia salgados e tortas para vender, era como se sustentava. A gente tinha uma ansiedade, uma expectativa (pelo resultado do exame). Nesse momento, que foi feita a identificação, é uma tristeza e um alívio ao mesmo tempo. Tirou aquela angústia, mas foi triste também, além da confirmação, porque ontem seria o aniversário dela. A notícia saiu no mesmo dia que ela faria 31 anos", disse Edson.

Dois corpos foram encontrados dentro de carro incendiado na Serra
Os corpos foram encontrados dentro deste carro, que estava completamente incendiado. Crédito: TV Gazeta

Os corpos, quando encontrados, estavam completamente queimados, sendo impossível descobrir até o sexo das vítimas. Edson explicou que foi recolhido o material genético dele e de outra irmã de Priscila e comparados ao que foi recolhido dos restos mortais da vítima, para a identificação. Agora, Edson espera que os responsáveis pelo crime sejam encontrados.

"A gente espera que a polícia faça o trabalho dela e encontre os responsáveis por esse crime hediondo. Não é um crime comum, é realmente hediondo. Nesse momento, não temos nenhuma suspeita, nenhuma linha do que pode ter acontecido. A gente espera que a polícia consiga correr atrás de imagens ou rastreamento de telefone, algo que nós, pessoas comuns, não temos acesso", afirmou.

Priscila tinha três irmãos e deixou três filhos, entre 7 e 13 anos. O enterro aconteceu por volta das 11h desta quarta-feira (4), no cemitério de Santa Leopoldina. "Foi um momento muito doloroso para nós, imaginar o que ela passou até consumar essa morte de forma tão cruel", disse a irmã de Priscila.

Segundo informações da TV Gazeta, Priscila e o companheiro não eram casados, moraram juntos por cerca de um ano.  Uma semana antes dos corpos serem encontrados, Priscila foi para a casa da mãe, mas segundo a família eles não estavam separados, só não estavam mais morando juntos. 

Até a noite desta quarta-feira (4), a reportagem de A Gazeta não conseguiu contato com familiares do companheiro de Priscila.

O QUE DIZ A POLÍCIA CIVIL

Procurada pela reportagem de A Gazeta, a Polícia Civil afirmou que o caso está sendo investigado pela Delegacia de Polícia de Santa Leopoldina. A corporação confirmou que o corpo foi liberado do DML, mas que o delegado responsável pelas investigações ainda não recebeu o laudo. A PC ainda destacou que o caso corre em segredo de Justiça e, por isso, mais informações não serão divulgadas.

RELEMBRE O CASO

Na manhã do dia 20 de julho, o carro onde estavam Priscila e o companheiro dela foi encontrado completamente incendiado em Calogi, zona rural da Serra. quando moradores da região avistara um automóvel em chamas e acionaram a polícia. Quando os militares chegaram ao local onde estava o veículo, os dois ocupantes já estavam mortos e completamente queimados, sendo impossível identificar até mesmo o sexo das vítimas devido ao grau de carbonização dos corpos.

De acordo com a ocorrência do caso em questão registrada no Ciodes, o veículo era um Chevrolet Corsa, placas MTB 0968.

Na ocasião, a Polícia Civil informou que o fato estava sendo tratado, inicialmente, como duplo homicídio e era investigado por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) Serra. Com a evolução das apurações, a responsabilidade passou a ser da Delegacia de Polícia de Santa Leopoldina.

Atualização

4 de Agosto de 2021 às 19:18

Foram acrescentadas informações referentes ao sepultamento de Priscila. O texto foi atualizado.

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