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Professor filmou

Confusão em supermercado na Serra: MPES pede para arquivar caso

Segundo o Ministério Público, não ficou comprovada a prática de atos de violência, discriminação, racismo ou tortura contra a possível vítima. Vídeo mostra homem sendo abordado por seguranças

Publicado em 01 de Abril de 2022 às 17:41

Isabella Arruda

Publicado em 

01 abr 2022 às 17:41
Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) solicitou, em petição assinada no último dia 10, o arquivamento do caso de uma suposta agressão a um homem por um segurança no supermercado Carone Mall, em Laranjeiras, na Serra, no dia 17 de dezembro do ano passado. Segundo o órgão, não ficou comprovada a prática de atos de violência, discriminação, racismo ou tortura contra a possível vítima — que teria sido flagrada tentando furtar uma bicicleta.
Para o promotor de Justiça Marcello Souza Queiroz, responsável pelo processo, depoimentos de testemunhas condizem com imagens das câmeras de videomonitoramento, que mostram um comportamento normal e tranquilo por parte dos seguranças do supermercado e também da suposta vítima. “As testemunhas presenciais negaram a ocorrência de qualquer ato violento ou discriminatório praticado por tais funcionários em desfavor do indivíduo não identificado”, disse, no parecer.
A cena de uma possível agressão foi gravada por um dos clientes do estabelecimento e começa quando o homem ainda está dentro de um banheiro, com as portas fechadas, junto a um segurança.
O autor do vídeo inicia a filmagem afirmando que o homem está sendo agredido, mesmo sem ser possível ver o que se passa no interior da sala. Ao perceber a gravação, um segurança que está do lado de fora da sala faz uma abordagem ao consumidor, que afirma que vai "dar ruim" para o funcionário. O segurança rebate: "Para mim não vai dar nada".
O cliente realizando a gravação insistiu que, se houve tentativa de roubo, o correto seria chamar a polícia, pois "não é papel" dos funcionários do supermercado realizarem esse tipo de abordagem.
Homem negro é agredido por seguranças após acusação de tentativa de furto em mercado da Serra
Homem negro é conduzido por seguranças após acusação de tentativa de furto em mercado da Serra Crédito: Redes sociais
Na sequência, é possível ver nas imagens o momento em que o homem que estava sendo mantido pelo segurança em uma sala do estabelecimento consegue abrir a porta, e a tentativa do funcionário de contê-lo ali dentro. Ele se debate e a confusão é levada para fora do cômodo fechado, onde o homem grita que estava sendo agredido. Ele afirma novamente que não roubou nada e é agarrado pelos cabelos por um dos seguranças. O homem ainda diz que o segurança teria lhe dado um “soco na cara”. Em meio aos gritos de outros clientes e do consumidor que filma a cena, o homem é liberado.
Na ocasião, o supermercado afirmou que “cumpre esclarecer que as pessoas envolvidas — que não são empregados do Supermercados Carone — tentavam conter o rapaz que buscava se evadir do local, pois a polícia havia sido acionada. Clientes que desconheciam o fato interpretaram a cena de forma errada acreditando que o suspeito estava sendo agredido, quando ele, em verdade, estava tentando se desvencilhar dos seguranças. O Supermercado Carone reitera sua política de absoluta intolerância a qualquer tipo de agressão ou violência”.

PROFESSOR FALOU DE REVOLTA

Após ampla divulgação do vídeo que mostra um homem saindo de um banheiro fechado e sendo agredido por seguranças em um supermercado no bairro Laranjeiras, na Serra, o responsável pela filmagem, o professor de Geografia Demian Cunha, de 38 anos, procurou A Gazeta, na época, para comentar sobre o caso. Ele afirmou que, mesmo diante da represália dos funcionários do estabelecimento, não se arrepende de ter alarmado para a cena de violência: "É papel do cidadão em um Estado democrático de Direito”.
O assunto tomou grandes proporções e revoltou a secretária de Estado de Direitos Humanos, Nara Borgo, que pediu ao Ministério Público do Espírito Santo e à polícia que investigassem o caso.
Confusão em supermercado na Serra - MPES pede para arquivar caso

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