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Crime em Cariacica

Mais de 225 anos de prisão para réus envolvidos em emboscada e morte de PMs no ES

Érica Lopes Ferreira e Eduardo Bonfim Meireles foram considerados culpados por homicídios qualificados, associação criminosa armada, roubo e outros crimes; caso aconteceu em 2022, no bairro Santa Bárbara

Publicado em 03 de Junho de 2026 às 07:07

Jaciele Simoura

Publicado em 

03 jun 2026 às 07:07
Eduardo Bonfim Meireles e Érica Lopes Ferreira
Eduardo Bonfim Meireles e Érica Lopes Ferreira Crédito: Montagem A Gazeta

O Tribunal do Júri de Cariacica condenou, na noite de terça-feira (2), Érica Lopes Ferreira e Eduardo Bonfim Meireles pelos assassinatos dos policiais militares Paulo Eduardo Oliveira Celini e Bruno Mayer Ferrani. As penas aplicadas aos réus somam mais de 225 anos de prisão em regime inicial fechado.


De acordo com o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), que atuou no julgamento por meio da Promotoria de Justiça de Cariacica, Érica foi condenada a 99 anos e 11 meses de reclusão. Já Eduardo recebeu pena de 125 anos e 9 meses de prisão.


Os dois foram considerados culpados por homicídio quadruplamente qualificado - praticado contra policiais militares no exercício da função, com emprego de arma de fogo de uso restrito, com o objetivo de assegurar a ocultação de outros crimes e mediante emboscada - associação criminosa armada, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, roubo, tentativa de latrocínio e furto qualificado. 


Eduardo também foi condenado pelo crime de uso de documento falso. Já Érica foi absolvida da acusação de posse de drogas para consumo pessoal, a pedido do próprio MPES.


A condenação ocorreu após sustentação oral dos promotores de Justiça Bruno Lima e Helaine Pimentel, que defenderam as teses apresentadas na denúncia.

Entenda o caso

Paulo Eduardo Celini, à esquerda, e Bruno Mayer, foram mortos após perseguirem suspeitos de roubo Arquivo pessoal

Os crimes ocorreram na madrugada de 16 de outubro de 2022, no bairro Santa Bárbara, em Cariacica. Segundo as investigações, os quatro acusados — Érica Lopes Ferreira, Eduardo Bonfim Meireles, Eric da Silva Ferreira e Luana de Jesus Luz — retornavam de um churrasco em Vila Velha e seguiam pela Rodovia Leste-Oeste em um Volkswagen Fox branco.


Durante o trajeto, o grupo encontrou ocupantes de um Fiat Argo que estavam parados às margens da rodovia devido a um pneu furado. Aproveitando-se da situação de vulnerabilidade das vítimas, os suspeitos realizaram um assalto, roubando um telefone celular e a chave do veículo. Durante a ação, uma das vítimas também foi baleada.


A ocorrência chamou a atenção dos policiais militares Paulo Eduardo Oliveira Celini e Bruno Mayer Ferrani, que iniciaram o acompanhamento do veículo utilizado pelos suspeitos. No entanto, durante a perseguição, os agentes foram surpreendidos por uma emboscada.


Conforme apontou a investigação, Eduardo Bonfim Meireles conseguiu sair do carro sem ser percebido pelos policiais e se posicionou atrás do veículo, em uma posição estratégica para efetuar os disparos junto aos demais integrantes do grupo.


Os dois militares foram atingidos e socorridos por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Eles chegaram a ser encaminhados ao Hospital Meridional, em Cariacica, mas não resistiram aos ferimentos.

Outro acusados aguardam julgamento

Eric da Silva Ferreira e Luana de Jesus Luz
Eric da Silva Ferreira e Luana de Jesus Luz Crédito: Montagem A Gazeta

Segundo o MPES, outros dois envolvidos no caso ainda não foram julgados. Eric da Silva Ferreira permanece preso preventivamente, enquanto Luana de Jesus Luz responde ao processo em liberdade provisória. Ambos aguardam o julgamento de recursos antes de serem submetidos ao Tribunal do Júri.

+ Reportagens sobre o caso

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