O professor de música de uma escola particular de Vila Velha, preso na manhã de quarta-feira (30), por suspeita de abusar de uma aluna, de 8 anos, agia de forma calculada para abusar de crianças. A investigação da Polícia Civil, por meio da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), com base em imagens de videomonitoramento e no relato da vítima, detalhou que o suspeito levava os alunos para uma sala fechada, onde se posicionava em um ponto cego da câmera para cometer o crime. O nome da escola e do professor não serão divulgados para resguardar a identidade das vítimas.
O adjunto da DPCA, delegado Glauber da Costa Cypreste Queiroz, explicou que o professor se aproveitava de momentos em que estava sozinho com as crianças. "Nós tivemos acesso às imagens. Ele sentava em uma cadeira e usava a mão para tocar a partes íntimas das crianças. O relato da vítima somado as imagens ficou comprovado o abuso perpetrado", disse.
As gravações também mostram que o suspeito tocava uma menina de pé de forma "nociva" e outra que estava no colo dele. Durante o interrogatório, o professor negou as acusações, afirmando que os toques "não eram abuso e sim um carinho". A delegada Thaís Cruz, que também participou da investigação, reforçou que o abuso nem sempre é violento, mas que qualquer toque em menores de 12 anos é considerado abuso de vulnerável. A polícia informou que, além do relato inicial, outras denúncias surgiram após a prisão do professor.
Como agia professor de música suspeito de abusar de crianças em escola no ES
Em depoimento à polícia, a vítima confirmou que outros colegas também sofreram abuso. Com base nas provas do crime, a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) afirmou que o suspeito deu entrada no Centro de Triagem, localizado no Complexo Penitenciário Rodrigo Figueiredo da Rosa, na quarta-feira.
O advogado da família da criança de 8 anos, Willian Bulhões, disse que o desejo é que o suspeito seja denunciado, processado e condenado pelo crime."A pena pelo crime de estupro de vulnerável vai de 8 a 15 anos de prisão, então nós vamos trabalhar com a maior técnica possível para que ele seja condenado pelo ato que cometeu", finalizou o advogado.
A reportagem tenta localizar a defesa do professor e o espaço segue aberto para manifestação.