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Inquérito concluído

Caso de adolescente detido no ES por morte de cigana tem reviravolta

Investigações apontaram que disparo que matou Hyara Flor, de 14 anos, foi feito pelo cunhado, uma criança de nove anos, cunhado dela; sogra e tio da adolescente foram indiciados
Vinícius Lodi

Publicado em 

11 ago 2023 às 10:59

Publicado em 11 de Agosto de 2023 às 10:59

Hyara Flor Santos Alves, de 14 anos, morta a tiros na Bahia
Hyara Flor Santos Alves, de 14 anos, morta a tiros na Bahia Crédito: Redes Sociais
O inquérito da Polícia Civil da Bahia concluiu que o disparo que matou a cigana Hyara Flor, de 14 anos, foi efetuado pelo cunhado da dela, uma criança de nove anos. O crime aconteceu em julho deste ano, em Guaratinga, na Bahia, e, logo após o ocorrido, o companheiro da vítima, um adolescente de 14 anos, que inicialmente era suspeito do assassinato, foi apreendido em Vila Velha e está internado em uma unidade socioeducativa. O advogado dele, Homero Mafra, disse que vai fazer o pedido de desinternação à Justiça na próxima semana porque nesta sexta-feira (11) é feriado no Judiciário. 
Segundo a Polícia Civil baiana, as investigações indicaram que Hyara e o cunhado, de nove anos, estavam brincando em um quarto com a pistola no momento em que o tiro foi disparado pela criança. A mãe do menino, sogra da adolescente, foi indiciada por homicídio culposo e porte ilegal de arma, e o tio dela também foi indiciado por disparo de arma de fogo, por atirar contra a residência onde ocorreu o crime – ele teria tentado atingir o autor do disparo contra a sobrinha dele. 
Ainda conforme as investigações, no curso das apurações foram analisados laudos periciais, oitivas de 16 pessoas, entre elas, duas crianças que prestaram depoimento especial com a presença de promotor de Justiça da Promotoria da Infância e da Juventude do Ministério Público da Bahia. O companheiro de Hyara também foi ouvido por uma juíza da comarca de Guaratinga.
Houve ainda a análise de imagens de câmera de vigilância do endereço do fato, documentos e mensagens de celular e redes sociais, além de apurações em campo. O que vai acontecer com a criança, cunhada da vítima, deve ser definido também pelo Ministério Público.
O caso foi encerrado e encaminhado para o Poder Judiciário na quinta-feira (10), segundo a Polícia Civil da Bahia

Relembre o caso

De acordo com o g1 Bahia, a adolescente Hyara Flor Santos Alves, de 14 anos, foi morta a tiro na cidade de Guaratinga, no sul da Bahia. O crime aconteceu no dia 6 de julho.
Segundo a Polícia Militar, populares contaram que o marido de Hyara desapareceu logo após a morte dela. Hyara Flor Santos Alves era de uma comunidade cigana que fica na cidade de Guaratinga, no extremo sul do Estado.
A adolescente foi baleada no queixo. Ela foi socorrida para o Hospital Municipal de Guaratinga, mas não resistiu. Segundo a polícia, as pessoas que levaram Hyara à unidade de saúde contaram que o disparo foi acidental. Porém, os funcionários do local desconfiaram do caso e acionaram a Polícia Militar.
Uma pistola calibre 380, com dois carregadores e munições, foram apreendidos no local do crime e encaminhados à perícia. O pai da adolescente chegou a afirmar ao g1 Bahia que a motivação para o crime poderia ter sido vingança.

Companheiro da vítima foi detido em Vila Velha

Suspeito de matar a companheira, o adolescente de 14 anos foi apreendido em Vila Velha, no dia 26 de julho. A ação foi possível após troca de informações da Força-Tarefa de Segurança Pública do Espírito Santo com a Delegacia da Polícia Civil de Itabela.
A família do ex-companheiro da vítima informou ter vindo para o Espírito Santo, porque ter a presença de um parente no Estado. O carro utilizado na viagem foi rastreado pela polícia baiana. Foi verificado que o veículo não passou pela BR 101, mas por estradas de interior, para chegar à região metropolitana.
Em conversa com a imprensa capixaba no dia seguinte à apreensão do adolescente, o advogado Homero Mafra e o pai do adolescente, um comerciante de 36 anos, que não teve o nome divulgado para não identificar o menor, deram mais detalhes sobre o que teria acontecido, conforme a versão da família.
O pai do jovem afirmou que o disparo que matou Hyara não foi intencional. De acordo com o homem, Hyara tirou a arma da gaveta de um cômodo e começou a brincar com o revólver com o cunhado, uma criança de nove anos. Ela engatilhou a arma, e o menino, sem querer, efetuou o disparo. "Quando entregou na mão dele, ele, brincando, na brincadeira, com nove anos, fez o disparo", explicou.

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