A casa onde Juliana Paulo Pinto, de 29 anos, grávida de quatro meses foi morta e esquartejada em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, no último dia 12, e o carro usado pelo ex-marido para transportar o corpo foram periciados pela Polícia Científica na quinta-feira (22). Vestígios de sangue e cabelo foram encontrados e irão passar por análise.
De acordo com a chefe da Seção de Laboratórios de Análises Forenses Sul, Janine Avelar, os materiais recolhidos foram preservados e encaminhados a laboratórios especializados, em Vitória.
No veículo e na residência, as equipes aplicaram reagentes químicos capazes de detectar indicativos de sangue por quimioluminescência. Os exames, segundo Avelar, tiveram resultados positivos nos dois locais. “Estimamos um prazo em torno de 30 dias, porque os exames nem sempre são simples. Às vezes, precisam ser repetidos e confirmados”, explicou.
O ex-companheiro da vítima, Diego Marques Alves, de 31 anos, confessou o crime, segundo a polícia. Ele alegou conflitos judiciais e desentendimentos como motivação. Os dois estavam separados desde o início do ano, e Juliana tinha uma medida protetiva contra ele concedida em maio.
Diego e a atual companheira, Geovana Maria Vieira, de 24 anos, foram presos em flagrante por ocultação de cadáver. O corpo de Juliana foi queimado e encontrado no último dia 14 na zona rural do município.
A defesa de Geovana Maria Vieira, feita pelo advogado Roney Figueira, informou que aguarda a conclusão das investigações pela autoridade policial para se manifestar nos autos do processo.