O corpo de Juliana Paulo Pinto, de 29 anos, grávida de quatro meses que foi esquartejada e queimada em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, foi sepultado nesta quinta-feira (22), após quase uma semana. A liberação à família ocorreu na quarta-feira (21), depois que a vítima foi oficialmente identificada pela Polícia Científica.
O corpo havia sido encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), em Vitória, na sexta-feira (16). Segundo a Polícia Científica, a identificação foi feita por meio de exame odontolegal, com análise da arcada dentária. Não foi necessário realizar exame de DNA, o que tornou o procedimento mais rápido.
O ex-companheiro da vítima, Diego Marques Alves, de 31 anos, confessou o crime, segundo informações divulgadas pela polícia. Ele alegou conflitos judiciais e desentendimentos como motivação. Os dois estavam separados desde o início do ano, e Juliana tinha uma medida protetiva concedida em maio.
Diego e a atual companheira, Geovana Maria Vieira, de 24 anos, foram presos em flagrante por ocultação de cadáver. Segundo a investigação, Geovana é suspeita de ter ajudado a ocultar o corpo. A polícia apura o caso como feminicídio e investiga a possível participação dela no crime.