João Victor de Oliveira Moura, de 25 anos, conhecido como “VT”, foi preso no Rio de Janeiro em uma operação conjunta entre a Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) e a Subsecretaria de Inteligência do Estado vizinho. Apontado como chefe do tráfico no bairro Zumbi dos Palmares, em Vila Velha, ele era considerado braço direito de Nego Stanley, um dos criminosos mais procurados do Estado. Contra ele havia um mandado de prisão expedido pela 4ª Vara Criminal de Vila Velha pelo crime de homicídio.
Segundo a Polícia Militar, “VT” integrava a facção Primeiro Comando Puro (PCV) e tinha participação direta em crimes violentos. Ele é apontado como responsável por atuar ao lado de Nego Stanley em ataques, como o que ocorreu em Santa Rita, que resultou na morte de duas inocentes e deixou outras duas pessoas baleadas. “O VT é o braço armado, braço direito do Nego Stanley. Eles têm faixa de atuação naquela região do Alecrim, bairro de Zumbi. O crime que ele está ligado diretamente é aquele que ceifou a vida de um trabalhador da EDP”, informou o comandante-geral da PMES, coronel Douglas Caus.
A prisão aconteceu durante uma ação integrada entre as inteligências do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, que resultou em 11 presos, sendo dez presos cariocas e o capixaba ‘VT’, além de duas armas apreendidas. Para a PM, a captura de “VT” representa um duro golpe na estrutura do tráfico. “São prisões qualificadas, geralmente tocadas pela nossa inteligência. Isso diminui o enfrentamento entre eles e, por consequência, diminui também as tentativas de homicídio, principalmente de vidas inocentes”, destacou o coronel.
Prisões na Serra
Enquanto isso, em ação paralela no Espírito Santo, três integrantes da facção Terceiro Comando Puro (TCP) foram presos no bairro Vila Nova de Colares, na Serra, após denúncias de que planejavam atacar rivais em Feu Rosa. O alvo seria um traficante conhecido como “Barba”, ligado ao PCV.
Durante a operação, a PM apreendeu duas pistolas — uma calibre .40 e outra 9mm — além de drogas e uma granada, que precisou ser detonada por uma equipe do Batalhão de Missões Especiais (BME). “Foi uma prisão extremamente qualificada. Conseguimos evitar um novo ataque no bairro Feu Rosa, onde invariavelmente nesses confrontos pessoas inocentes acabam sendo atingidas. Essa foi uma ação preventiva que mostra a importância do trabalho de inteligência”, afirmou a PM.
Os três presos são apontados como membros do TCP de Balneário Carapebus, região marcada por constantes confrontos armados. Eles foram autuados em flagrante. A Polícia Militar informou que os nomes e imagens deles não serão divulgadas, já que os detidos não possuíam mandados de prisão e foram presos apenas em flagrante, não sendo considerados foragidos da Justiça.