O bebê de dois meses ferido durante uma agressão do pai à mãe no dia 27 de agosto, na Serra, segue internado no Hospital Infantil de Vitória. A criança sofreu traumatismo craniano e chegou à unidade em estado grave. Nesta quinta-feira (1º), segundo a mãe, o menino passa por novos exames para avaliar possíveis sequelas.
O nome do bairro e as identidades dos envolvidos não serão divulgados para preservar as crianças envolvidas no caso.
A mãe, de 21 anos, relata que, desde a internação, tem passado a maior parte do tempo no hospital. Ela contou que deixa a unidade apenas para ir para casa e ver a outra filha. "Eu volto para casa mesmo só para ver minha filha porque, ao mesmo tempo que eu não quero sair daqui, também não quero sair de lá”, disse a mãe, que ainda recebe apoio da família e acompanhamento psicológico.
Após o episódio, o bebê foi levado ao Hospital Infantil em estado grave e precisou ser intubado. Segundo a mãe, os médicos chegaram a alertá-la sobre o risco de morte. “Ele chegou praticamente morto. Os médicos falaram comigo que a possibilidade de óbito era muito grande”, relatou.
Durante a internação, conforme a mãe, o bebê ainda apresentou uma bactéria na garganta. Agora, a preocupação é com possíveis consequências do traumatismo.
A mãe afirma que, aparentemente, ainda não percebe sequelas no filho, mas aguarda o resultado de novos exames realizados nesta quinta-feira. "A fratura dele foi muito grande. Uma pancada muito grande na cabeça. Então, corre muito risco de ficar sequelas", disse.
Segundo o relato da jovem, ela estava com o bebê no colo quando começou uma discussão com o então companheiro. O homem teria tentado acertá-la no rosto, mas o soco atingiu a criança. A mãe afirma que o menino também foi atingido durante a sequência de agressões.
A família do homem, porém, apresentou outra versão. À época, o pai dele afirmou, em entrevista à TV Gazeta, que a mulher teria batido acidentalmente a criança em uma porta.
A mãe nega essa versão e sustenta que o filho foi agredido pelo ex-companheiro.
A jovem contou que o relacionamento com o pai das crianças começou quando ela tinha 12 anos e que engravidou pela primeira vez aos 13. Hoje, aos 21 anos, afirma que sofria agressões havia anos e que já havia registrado outros boletins de ocorrência contra o ex-companheiro. “Ele já chegou a me bater com a minha outra filha no colo. Eu tenho medida protetiva contra ele também”, relatou.
No dia do ocorrido, a Polícia Civil informou que a mulher solicitou medidas protetivas de urgência para ela, o bebê e a filha de 1 ano. Nesta quinta-feira, procurada novamente, a corporação não detalhou o andamento das investigações sobre o caso. Nenhum suspeito foi detido.