A Câmara de Vereadores de Vila Velha realizou nesta quinta-feira (1º) a segunda eleição para a presidência da Casa de Leis no biênio 2027/2028 em um intervalo de quatro meses. A primeira havia ocorrido em 1º de junho deste ano, mas foi anulada por meio de projeto de resolução que fixou nova data do pleito interno para outubro.
Segundo o placar de votação registrado em plenário, a nova presidência da Câmara de Vila Velha foi eleita com 16 votos favoráveis e somente 1 contrário. Nesta legislatura, a Casa conta com 21 parlamentares em sua estrutura.
A revogação da eleição de junho tem a ver com o impasse causado em diversas câmaras capixabas cujas eleições para a presidência do Legislativo ocorrem ou ocorreram ainda no primeiro semestre do último ano do biênio vigente, após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar que a escolha das Mesas Diretoras deve ocorrer no mês de outubro do mesmo ano em que o mandato do presidente em exercício acaba.
O entendimento do STF foi usado como justificativa para a Câmara de Vila Velha revogar a eleição de junho.
Apesar da nova data, visando ao enquadramento nas regras impostas pelo Supremo, a configuração da chapa eleita nesta quinta-feira (1º) permaneceu a mesma de junho, com o vereador Joel Rangel (Podemos) sendo escolhido o novo presidente da Casa de Leis a partir de janeiro de 2027. Até lá, o comando permanece com o vereador Osvaldo Maturano (PRD).
Ainda integram a chapa, que não teve concorrência na Câmara, os vereadores Ivan Carlini (Podemos), como 1º vice-presidente; Doutor Hércules (PP), como 2º vice-presidente; Flávio Pires (Agir), como 1º secretário; e Ademir Pontini (PSDB), como 2º secretário. O vereador Welber da Segurança (União) segue à frente da Ouvidoria, enquanto a Procuradoria da Mulher será conduzida pela vereadora Carol Caldeira (DC).
"Eu não quero ser o presidente da Câmara da cadeira. Quero ser o presidente de uma Câmara em movimento. (...) A cadeira será para servir. A caneta será para construir. E o mandato de cada um de nós aqui vai ser para representar. Não quero usar a cadeira para perseguir ninguém. Não quero usar a caneta para prejudicar ninguém”, afirmou Joel Rangel, em seu discurso logo após a eleição.
A eleição de junho ocorreu em meio a um questionamento apresentado pelo vereador Rafael Primo (PT) ao STF.
Na ação, o vereador pediu a suspensão do pleito sob o argumento de que a antecipação da escolha da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028 afrontaria o entendimento da Corte sobre eleições antecipadas para o comando das casas legislativas.
O parlamentar sustentou que a votação deveria ocorrer em uma data mais próxima do início do novo mandato da Mesa Diretora. Até o momento, porém, não houve decisão do Supremo para os questionamentos apresentados pelo parlamentar petista.