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Na área administrativa

Após quase um ano de licença, PM que deu tapa em frentista volta ao trabalho no ES

De acordo com informações da corporação, a licença médica psiquiátrica do sargento Clemilson Silva de Freitas encerrou no dia 29 de dezembro e o policial está trabalhando atualmente na área administrativa

Publicado em 07 de Janeiro de 2021 às 11:20

Isabella Arruda

Publicado em 

07 jan 2021 às 11:20
Policial deu tapa na cara do frentista e apontou a arma para ele — Foto: Reprodução/ TV Gazeta
Policial deu tapa na cara do frentista e apontou a arma para ele  Crédito: Reprodução | TV Gazeta
Após quase um ano de licença, PM que deu tapa em frentista volta ao trabalho no ES
Após quatro licenças médicas concedidas ao sargento da Polícia Militar Clemilson Silva de Freitas,  quase um ano depois que ele apontou uma arma e deu um tapa no rosto do frentista Joelcio Rodrigues dos Santos, em Vila Velha, o policial retornou ao trabalho. De acordo com informações da corporação, a licença médica psiquiátrica do sargento encerrou no dia 29 de dezembro e o PM está trabalhando atualmente na área administrativa, mas responde na Justiça e disciplinarmente pela agressão ao frentista.
Em nota, a Corregedoria da PM informou que, após instauração de Inquérito Policial Militar para apurar se houve indícios de prática de crime militar e transgressão da disciplina por parte do policial, o IPM foi concluído e encaminhado para o Ministério Público, que ofereceu denúncia pelos crimes de lesão corporal, injúria e ameaça.
"Se o militar for condenado, ele será penalizado pela Justiça, como prevê a legislação. Paralelamente, o policial está respondendo a um Processo Administrativo Disciplinar, que está em andamento na Corregedoria. Vale destacar que o processo criminal é independente do administrativo, que está em andamento", informou a nota.
No dia 25 de novembro de 2020, após dez meses das agressões, que aconteceram em 23 de janeiro do mesmo ano, a primeira audiência do caso do frentista foi realizada. Neste primeiro andamento do processo junto ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), a vítima e três testemunhas foram ouvidas pelo juiz e prestaram depoimento sobre o caso. Realizada por videoconferência, a audiência começou às 14h e terminou por volta das 15h20.
De acordo com o advogado e assistente de acusação Marcelo Alves, o sargento não participou da etapa, mas foi citado e intimado. A defesa dele, que esteve presente, teria sete dias para se manifestar. A reportagem de A Gazeta, na ocasião, não conseguiu contato com o advogado Victor Santos de Abreu.

LICENÇAS MÉDICAS

Em grande parte desse período de quase um ano desde as agressões, com quatro licenças médicas obtidas, o sargento recebeu o salário de R$ 6,4 mil normalmente, como previsto em lei. O problema de saúde dele nunca foi revelado pela PM, que alega sigilo entre médico e paciente.
Do outro lado dessa história, o frentista Joelcio Rodrigues da Silva — que é a vítima — havia mudado de emprego e de casa por medo, em busca de mais segurança. Devido à transferência de trabalho, ele também passou a receber um salário menor. Ele é casado e mora com a mulher e duas filhas pequenas.

RELEMBRE O CASO

Em 23 de janeiro de 2020, o frentista Joelcio Rodrigues dos Santos chegou de manhã para trabalhar em um posto de combustível localizado da Praia de Itaparica, em Vila Velha, e foi surpreendido pela presença do policial – que o esperava e teria voltado ao estabelecimento para tirar satisfações devido a um atendimento "ruim" prestado na noite anterior.
Segundo a vítima, os xingamentos e as ameaças do sargento começaram depois do pedido para que ele e a mulher descessem da moto para que o abastecimento fosse feito. Ato que é de praxe do local, por motivos de segurança. “No outro dia, assim que bati o ponto, ele veio atrás, perguntou se eu lembrava dele e começou a me bater”, contou Joelcio, na época.

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